{arquivo}Há anos que nos acostumamos a conviver com crise em tempo de disputa eleitoral. É o que se processa nesta fase com o aguçamento na reta final da campanha exigindo dos candidatos esforços incomuns para chegar ao segundo turno. Agora mesmo, depois de chegar de Recife, acompanho uma gritarada enorme em torno de dois assuntos que afetam a Prefeitura de João Pessoa: uma, comungada por todos os candidatos da Oposição, a partir do PSB (leia-se governador Ricardo Coutinho) acusando a edilidade de ter contratado 4.500 servidores temporários chegando a denuncia no Guia Eleitoral o uso em torno de R$ 8 milhões.
A outra denúncia afeta Alexandre Urquiza acusando uma filha maior, solteira e separada, de estar ilegalmente no Bolsa Familia, programa social do Governo Federal para pessoas carentes. Se isto é verdadeiro, recomenda-se nos primeiros passos de quem faz o Curso de Comunicação Social que adote-se o básico: ouvir todas as Fontes.
Foi o que fiz. Diante dos dois assuntos expostos identifiquei junto à Prefeitura que, ao invés de 4.500 temporários foram apenas 1.137 pessoas. E isto faz uma diferença porque, além de afetar a verdade dos fatos mexe com os cofres da Prefeitura que agindo assim se livra das acusações irresponsáveis.
Ora, se isto é verdade, e há comprovação, como pode a calunia vigorar mesmo em plena campanha de debates e idéias? Será que vale tudo, até mentir formalmente?
O CASO URQUIZA – Pois bem, nesse episódio fui com todo o gás para cima querendo identificar veracidade ou não e eis que identificamos que Vanessa Urquiza não recebeu um centavo sequer de um programa chamado Cadúnico, que ela aderiu sem conhecimento do pai, secretario Alexandre Urquiza, para fazer frente aos estudos universitários visando não criar mais despesas para ele, conforme depoimento.
Em síntese, não foi Bolsa Familia e ela está para apresentar documento da CEF mas a intriga e o jogo duro da política fez construir ou tentar construir em Urquiza o que ele não é, pois se trata de agente político qualificado para o que se propõe, desenvolver políticas públicas.
Ou seja, como disse em nota anterior (e repito) Urquiza está sendo alvo de ação maquinada nos Palácios e na (im)postura dos que pensam e fazem política para tentar desqualificar e banir até quem já foi muito útil nos projetos hoje com dimensão estadual.
Trocando em miúdos, o jogo está sujo mas aos poucos a verdade se estabelece, doa em quem doer. No meu caso, continuo considerando Urquiza um homem público de fé e qualidade no que ousa assumir.
A FALA DO GOVERNADOR
“Não se pode achar que um homem rico vai querer tirar o Bolsa Família de uma família pobre por causa de R$ 102. Isso é um absurdo!”, alfinetou o governador tratando o caso Urquiza pelo tom do fígado.
Por que será que Urquiza deixou ser homem trabalhador, se fora em tão pouco tempo homem de tarefas dificeis do governador?
Algo merece explicação, mas certamente só Urquiza poderá dizer, sobretudo quando adquiriu sua carta de Alforria – liberdade que so nossa gente negra da Torrelandia sabe o significado no lombo e no couro.
O PAPEL DA JUSTIÇA
Desde o inicio da semana, que algumas coligação, especialmente do PSB, tenta gerar conceito de que houve má fé e abuso da Prefeitura na contratação de Temporários, mas eis que a informação formal / oficial se estabelece assegurando que nada disso procede.
E vai ficar assim? A Justiça permitirá a inverdade como fato determinante?
Bom, isto fica com a parte juridica de cada candidatura, mas o TRE tem como coibir o abuso de inverdades.
DÉCIO NA PARADA
Via celular fiquei sabendo pelo meu amigo Décio Alcântara que ele está inteiramente incorporado à campanha do ex-governador José Maranhão ao lado do publicitário Zé Nivaldo, de Recife, e sob recomendação do deputado federal Wellington Roberto.
Está tudo pronto e explicado em termos do tom usado pelo Guia de Maranhão.
EM NOME DA DIGNIDADE
A fase final da campanha eleitoral chega com a premissa indispensável do debate público entre os candidatos ou agrupamentos politicos que representam, mas a sociedade precisa estar vacinada contra a intriga desmedida ou a impostura de acusar sem provas tentando afetar a honra das pessoas.
Quem age desta forma utilizando da calundia e difamação precisa ter resposta na urna e na justiça porque representação popular é coisa séria e como tal precisa ser tratada.
ÚLTIMA
“O que é do homem/ o bicho não come…”
