{arquivo}O domingo de tempo nublado é o mesmo de festejos para o Governo Ricardo Coutinho. A partir das 17 horas com direito a show de Zé Ramalho ele entrega a primeira fase do Centro de Convenções Tarcisio de Miranda Burity consolidando uma fase importante na oportunização de um equipamento, que há muito faltava ao Estado, em particular João Pessoa como centro irradiador de Turismo.
A entrega da obra produz um tento positivo porque, enfim, a continuidade de governos anteriores ( leia-se Cássio e Maranhão) se consolidou na agilidade do atual governo e isto chama-se ação proativa do Exmo Sr Governador. Justiça seja feita: mesmo com o projeto do Centro de Convenções produzido e sequenciado por Cássio e Maranhão, o atual governador o manteve.
A rigor, a maior das obras onde está inserido o Centro de Convenções é o Polo Cabo Branco, que já foi “Costa do Sol” originalmente no investimento que o ex-governador Milton Cabral fez no final de 1981 contratando Escritório famoso de São Paulo e apresentado à Mídia em dezembro pelo então secretário de Comunicação, Aluizio Bezerra (hoje juiz estadual).
Ato continuo, em 1982, já no Governo Burity I eis que é desbravada a ação efetiva do equipamento que está desde esse tempo sem a continuidade que poderia já ter dado ao Estado um status econômico, através do Turismo. Já ali, em 82, quem povoava a elaboração do projeto era o atual prefeito e arquiteto Luciano Agra ao lado do então presidente da PBTur, Ivan Burity.
{arquivo}Nesse processo de grande relevância adotado por Burity, só houve um erro estratégico e crasso: entregar os lotes do Polo Cabo Branco a um grupo de amigos, ao invés de estabelecer já ali uma contratação com Grande Bandeiras nacionais e internacionais. Lembro que Sami Eulali, o dono do Hotel Pirâmide (lá em Natal), pai da cantora famosa também, esteve nessa fase querendo construir em João Pessoa, mas os terrenos acabaram nas mãos de quem até hoje não era (e nem é) da área.
Até a presente data, o problema se mantém grande porque, embora haja concessão no Condominio – nenhum dos 20 sortudos botou um prego nos terrenos e nem largam o osso porque não são bestas diante de uma fortuna que são os terrenos do Polo Cabo Branco.
Este, sim, é o maior desafio do governador Ricardo Coutinho porque no contexto estão empresários poderosos, inclusive da Midia, posto que foram contemplados, portanto, a negociação precisa ser bem feita – no nível do que o ex-Secretario Roberto Braga, no Governo Cássio II, estava fazendo para evitar o arrastado do processo na Justiça.
Por essas e outras, desenvolvimento econômico para valer só haverá quando o Polo Cabo Branco existir de fato!
Como dizem os meninos poliglotas do bairro da Torre, “this is the question”.
Quero ver se o governador é tampa, desbloqueando essa teia!
A denúncia da ÉPOCA e seus efeitos na província I
A revista ÉPOCA, da Editora Globo, circula neste fim-de-semana com uma reportagem na editoria Brasil buscando fazer um link entre o Mensalão, processo em fase de julgamento no STF, e o Estado da Paraiba, mais especificamente o PT através da agência Signo, do publicitário Anderson Pires, acusado de ter utilizado R$ 27 milhões sem comprovação de serviços junto à INFRAERO.
A matéria gera o impacto de gravidade incomum, menos quando se vai à apuração rigorosa do caso e logo atesta-se que se trata de reportagem requentada podendo gerar bombástico contra o PT nesta fase da campanha eleitoral.
A rigor, esta matéria já foi tratada pelo Tribunal de Contas da União com renovada exposição das partes, no caso a agência e a empresa de serviços aeroportuários, atestando a veiculação de serviços publicitários.
A denúncia da ÉPOCA e seus efeitos na província II
A reportagem, contudo, acerta ao afirmar que havia interesse por parte do PT quando da ascensão do Governo Lula de ter agências de publicidades com perfil e/ou proximidade, mesmo atendendo a pré-requisitos licitatórios.
Coincidentemente, ou não, todos os Governos (sem exceção) acabam trabalhando com a agência de propaganda que fez a campanha. Na Paraiba, por exemplo, sempre foi e sempre será assim, mesmo com o olhar rigoroso do TCE e do Ministério Público. Ou alguém duvida?
A rigor, a reportagem também expõe acentuadamente o preconceito Sudestino contra empresas de outras regiões, especialmente o Nordeste, porque não aceitam repartir o bolo publicitário nacional.
A matéria, na verdade, é fruto de contencioso arrastado entre o publicitário Anderson Pires, Stalimir Vieira (citado na reportagem) e Avenzoar Arruda ainda por conta da campanha lá atrás. Pense como tem rendido e gerado estragos jamais sarados!
A denúncia da ÉPOCA e seus efeitos na província III
Possa ser que a matéria entre o Guia Eleitoral mas, quando se espremer o caldo, possa ser que a montanha venha a parir um rato.
Por que Cássio não chegou ainda?
O senador Cicero Lucena faz uma das mais dedicadas campanhas de toda a sua vida. Impressiona a partir da agenda ao seu estusiasmo pessoal traduzido também nos números das pesquisas.
Como se diz na Torre, está solto na buraqueira em busca do maior tesouro do momento, o voto.
Neste processo, contudo, há de se registrar ainda a ausência do senador Cássio Cunha Lima em sua campanha, mesmo com as promessas e acenos.
Cássio, o maior líder político do Estado da Paraiba, é visto envolvido em todas as disputas no interior, até já esteve em Bayeux, Santa Rita, por isso sua ausência na campanha de Cicero não é uma postura de quem está envolvido com a luta do companheiro.
Ou não vai entrar na campanha? Se for, só aparecendo, pedindo voto para Cicero.
ÚLTIMA
“Eu dou a minha face pra bater/
Mas se quiser/ pode beijar…”