{arquivo}No meio das pessoas mais próximas do senador Cássio Cunha Lima, familiares, amigos ou admiradores, há um sentimento de que a cada dia que passa mais a conjuntura política lhe faz conviver com dissabores e realidade a afetar uma decisão tomada na disputa pelo Senado de não ser candidato ao Governo em 2014.
Na prática, no conforto do que significa ser Senador, Cássio insiste em alimentar a convicção de buscar contribuir mais com os projetos dos aliados nas eleições municipais, a partir de Campina Grande, portanto, se depender de sua vontade própria não será já já a sua postulação para voltar outra vez ao governo.
Só que, em sendo humano – ou seja, convivendo com as reações humanas, o senador desde que ascendeu ao Poder estadual apoiando o governador Ricardo Coutinho não para de ser incomodado permanentemente por pessoas reclamando e atribuindo a ele a convivência ruim com a era do líder do PSB. “Só está aí (no Governo) por sua causa” – são dezenas e dezenas de eleitores espalhados de Cabedelo a Cajazeiras reproduzindo esse refrão.
Amadurecido com sofrimentos seqüenciados na vida recente, Cássio não se afeta mais, entretanto ele já não ignora cenários – como se fossem mosaicos se construindo um a um na seara política a gerar uma situação na qual, se ele ganha em Campina, João Pessoa (com Cícero), Patos, Sousa, Cajazeiras, Guarabira e nos muitos municípios pequenos – possa ser que fique insustentável a força popular de querer abreviar o processo de disputa governamental – condição que ele resiste, registre-se portanto.
Seja como for, só para lembrar a Grande João Pessoa, Cássio vai se confrontar com o projeto do governador Ricardo na Capital, em Bayeux e Santa Rita – conjuntura essa, mesmo que se diga sem ser motivo para rompimento (ainda) –, certamente que o desconforto do cenário somado ao mau humor de Sua Excelência quando não domina a cena política, em síntese, essas circunstancias podem gerar feridas e conseqüências ruins na relação entre eles – volta e meia cheia de catabios.
O certo é que o próprio Cássio já começou a admitir que, dependendo de Campina, ele seja convocado a novos vôos – e estes só tangem os ventos na direção da disputa do Governo, pois na sua alçada não há cargo mais alto a ambicionar.
Em síntese, mesmo não querendo a conjuntura empurra Cássio a repensar 2014.
Conversa no Rio de Janeiro
No Leblon, sexta-feira, ouvi de um eleitor de Cássio:
– Já falam em Agra como vice e Aguinaldo senador!
Eita povo para conspirar!
Relação azedando
A cada dia que passa mais se fala em relacionamento de crise forte entre Lula e Eduardo Campos por conta da disputa criada em Recife entre os dois partidos, depois que o governador lançou um ex-secretário Geraldo Julio como candidato a prefeito intrigando o ex-presidente e o PT.
A última, já na boca de muita gente de São Paulo em diante. O ministro do TCU, José Múcio, teria ido falar com Lula na semana recém concluída quando ao adentrar na sala o ex-presidente foi logo dizendo:
– Não veio aqui trazer algum recado do governador, não?
E arrematou:
– Diga a ele que vou fazer campanha para eleger Humberto Costa – finalizou.
A conversa é de que por algumas vezes Lula se recusou a atender o telefonema de Campos.
Diante de cena assim, Maria Julia (minha mãe in memorian) logo diria: Vige Maria!

