Ricardo interfere no TRE?

{arquivo}Lá em Jaguaribe, no colégio estadual, ou no Colégio Santa Júlia, depois Liceu Paraibano, etc – a forma de cada um dos alunos agir sempre foi elemento definidor. Quem faltou aula, “filou” as provas, não estudou direito, comprou resultados deve no decorrer da vida adulta ter reclamado da escola, dos pais, etc pela falta de êxito na vida , mas na rotina e na vida para crescer, ou se tem (ou não) competência e ética – respeito aos valores humanos, porque é preciso construir esses valores. Não adianta ir à igreja rezar e fazer tudo errado, diria Fernando Mendes, interprete da musica universal.

Esta tese tão longínqua, mas sempre tão perto da realidade presente, será observada nesta próxima segunda-feira, quando o Tribunal Regional Eleitoral vai decidir sobre se mantém ou suspende a quebra de sigilo bancário e fiscal de agentes próximos do governador Ricardo Coutinho para avançar (ou não) no exame de suas contas de campanha.

É que existem muitas duvidas, sobretudo as movimentaçoes de Cuiá, daí ser necessario com a quebra de sigilo saber definitivamente se o líder político é um agente diferente ou pode estar agindo ao arrepio da lei, como admite o relatorio do MPE para pedido da quebra de sigilo.

Há fortes indícios de armação, diz o MPE! Daí a importância do Tribunal permitir a atitude capaz de dirimir todas as duvidas.


São muitas as suspeitas, algumas ações perto de constatar o que muita gente da Paraíba não admitia , que é ver seu líder emergente envolvido com essa armação ilícita de arregimentar dinheiro sujo para avançar, conforme relatorio do MPE.

Não podemos ainda asseverar com todas as letras, mas os dados obtidos pelo Ministério Publico Eleitoral estão próximos – se houver a quebra de sigilo bancário e fiscal – de consolidar uma constatação triste e decepcionante, porque rasga no imaginário coletivo a imagem de um Ser antes diferente mas que, de acordo com as suspeitas, pode criar nódoa insuperável.

Teses à parte, são várias as suspeitas – algumas mais do que isso, constatação. Por exemplo: tem um personagem nesta história do “Escândalo do Cuiá” – que próximo do então ex-prefeito e ao lado da então Secretaria de Planejamento, Estelizabel Bezerra, indica que ele, o proprietário da Imobiliária – responsável pela operação da compra de Cuiá, foi flagrado em varias operações financeiras transferindo dinheiro que a Justiça quer saber a quem. Foram muitas as transferências – e no dia seguinte ao recebimento de recursos de Cuiá.

Isto, repito – segundo o parecer do MPE,  na véspera da eleição de 2010. Como pode, será que é assim a ascensão dos homens? Não é. O governador certamente provará que nunca se permitiu deixar seu staff envolvido com isso, por isso defendera a quebra total do sigilo.

Tem mais: todos indícios indicam que, algumas empresas do Ceará e do Rio de Janeiro, segundo o Minsitério Público, – e vários personagens anônimos serviram para fazer operações de repasse de campanha sem ter condições,  histórico fiscal e financeiro para tal. O Ministério Público suspeita de triangulação. Aliás, diz isso textualmente no seu parecer.

Vamos acompanhar.

GOVERNO QUER IMPEDIR

As articulações neste fim-de-semana se voltam para pressionar e fazer os juízes do Tribunal Regional da Paraiba votarem contra a abertura das contas, conforme determinação do Juiz Miguel de Lira Brito – ter o sigilo fiscal e bancários quebrados para dirimir de vez este cenário nebuloso em torno do ex-candidato Ricardo Coutinho.

Aliás, como a Corte é suprema e independente certamente não deixará se influir pela pressão real de aliados do governador – o que representa ele mesmo, até porque uma Corte suprema e de conduta irretocável jamais admitirá abusos inaceitáveis, sob pena de criar a constatação de que o Tribunal anda pressionado e recuado diante do governador.

A ESSENCIA DO GOVERNADOR EXIGE TRANSPARÊNCIA

Muitos dos aliados e seguidores do governador dizem que ele não fará nenhuma exigência para quebra do sigilo, pois dizem que diferente é coisa da assessoria juridica, porque ele mesmo adora a transparência, a abertura das contas e assim procederá – ou recomendar na relação com os Juizes – estes sempre aliados da transparência.

Não manter a quebra de sigilo é adotar a falta de transparencia indevida nos tempos atuais.

CNJ NA PARADA

Não tem força imperiosa da lei suprema, mas a ação do Conselho Nacional de Justiça ao enviar emissário para acompanhar as ações extra-judiciais sobre esta questão de Cuiá traduz vigilância cidadã como nunca.

Impressiona como eles (os representantes do CNJ) acompanham com rigor os passos do Eleitoral da Paraiba depois de umas novidades estranhas em João Pessoa e Campina Grande. Isto aplica-se a Todos – magro, gordo, branco ou preto.]

É que, no CNJ, chegaram dados de conteúdo arripilante podendo criar nódoas nunca vistas.

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“Onde quer que eu vá/ eu vejo a minha Torre…”
 

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