O processo de votação deflagrado às 8 horas da manhã na Universidade Federal da Paraiba, por força de determinação da Justiça Federal, em nome do Segundo Turno da consulta tem sido tratado como a consolidação de uma vitória e ascensão da candidata Margareth Dniz que, no decorrer dos dias, tudo se transformará numa perda de tempo enorme. Pior: sem legitimidade política nem de aval da comunidade por inteiro, ela deletará a possibilidade concreta de ascender à Reitoria no contexto, em nome da disputa para a Reitoria, por vários fatores.
A primeira delas, tem amparo em normativa interna da UFPB. Quem conduz, determina e fiscaliza a aplicação das determinações legais da instituição não é a Justiça Federal, mas o Conselho Universitário.
Ora, se esta instância decisiva foi atropelada, como nunca se viu na história da instituição, é claro que ela buscará emplacar suas decisões legitimas e regimentais, nunca por determinação de outrem.
Se isto é verdadeiro, o Conselho Universitário mesmo respeitando a decisão da Corte Federal, não vai legitimar a votação desta quarta-feira porque seria se auto anular, logo a candidata Margareth está fazendo um esforço incomum para chegar a lugar nenhum, porque ele não terá a ratificação do referido Conselho. A consulta de agora está legal, mas viciada, sem amparo de legitimidade política.
Será a partir de amanhã, quinta-feira, que ela sentirá na pele o quanto a imposição da Toga e a ansiedade desmedida pode transformar tudo em calvário, diante de uma luta que poderia ter sido resolvida na instância devida e pelo vetor democrático, soberano, respeitando a autonomia da instituição.
Se ela não aceita as regras determinadas pela instância máxima da UFPB, como o é o Conselho Universitário, e busca amparo nos birôs externos à instituição, então não será com Doutos senhores e senhoras do Direito que ela catapultará a Autonomia soberana da instituição.
A forma imposta por ela vai servir de efeito bumerangue, mas ela só saberá esse tamanho mais na frente. Repito: mesmo em tese, enquanto processo lá atrás, ela conduza o favoritismo pelo resultado passado.
