Uma diferença enorme entre PE / PB e a eleição da UFPB

                                                     Para meus Pais (Maria Júlia e Antonio, in memorian)
{arquivo}RECIFE – Não posso negar: toda vez que chego na capital pernambucana me surpreendo com alguma novidade, inventividade, mega projeto, etc, que me faz ficar com sentimento pressionado, embora minha cabeça compreenda exatamente a normalidade do que significam as lutas e realizações da Nação Pernambuco, sobretudo se comparado à Paraiba velha de guerra. Nesta oportunidade, contudo, não posso deixar de citar a peleja na UFPB para a escolha da nova (e primeira) Reitora da instituição.

Cada macaco no seu galho, como dizem os meninos da Torre, por isso vamos dar ordem à narrativa de agora.

Ao lado de Pablo Forlan Santos, um lord em formação torrelandense, almoçamos com a cúpula do Caxangá Golf Clube conhecendo mais do que a fidalguia e nível social relevante, a importância com que as pessoas tratam quem se dispõe a se sintonizar com a magnitude de Pernambuco. É preciso saber ser diante de ambientes que tratam de preservação e futuro ao mesmo tempo, mas com muito respeito.

Desta feita não pudemos conhecer a miúde tanta coisa fantástica em torno do Golfe, posto que outros grandes diálogos nos esperava, mas o presidente Nelcy Campos Filho, ao lado de outros diretores e amigos, pontuou a conversa não só sobre dados meticulosos do segmento lorde, mas da pujança econômica de Pernambuco.

Foi lá, em meio a doses de uísque 12 anos, que soubemos que o litoral norte ganhará uma cidade com 50 mil novas residências (apartamentos e casas) nos próximos 4 anos atraindo exatamente R$ 4 Bilhões advindos exclusivamente da iniciativa privada.

É demais para meu cangote fazer as contas e projetar os dividendos e efeitos disso tudo, mas a essência é que, mesmo num ambiente de esporte fino, os negócios são motores das conversas e das projeções de futuro.

A POLÍTICA PARTIDÁRIA POR AQUI

É mentiroso dizer que rico pernambucano não trata de política. Trata sim, mas vejamos a proporção. Durante as 1h45 de conversas certamente a política ocupou 1/6 do tempo. Evidentemente que o tema recaia sobre a crise no PT do Recife mas, durante a outra parte do tempo, sempre havia como condutor as inovações, novidades e muita cultura.

E isto tudo faz uma diferença enorme.

NEGÓCIO PUXA NEGÓCIO

Saindo do Caxangá, a agenda seguinte – entre outras – se deu no Recife Antigo. Há um desejo enorme dos empreendedores de estarem presentes nesse lugar, como se fosse um troféu especial conduzir na sua manutenção.

Eis que, ao adentrar ao recinto conversando com industriais, quem é que eu e Pablo nos deparamos? Exatamente com o dono da área que atrairá os R$ 4 bilhões – um empresário do ramo sulcroalcooleiro motivado feito pinto no lixo a desenvolver seus negócios e o estado de forma exponencial.

Achei tudo muito interessantíssimo porque nem o Caxangá nem Sr Frederico saibam de nossa agenda, mas os negócios de Pernambuco se atraem.

Em síntese, não há como não deixar de reverenciar a capacidade pernambucana de produzir e fazer história.

NA CULTURA, NOVO POINT VEM AÍ

Durante um tempo considerável do dia danei-me a me encantar com as profecias de bons tempos para o showbussiness da Galera sem Espaço no Play List ( artistas da MPB, samba, etc) feitas pelo genial Lula Queiroga, grande parceirao de Lenine, mas que sobrevive também no campo multimidia (TV, cinema, propaganda, etc).

Recife vai ganhar uma casa de espetáculo para comportar 5 mil pessoas, a partir da proxima sexta-feira em show inaugural exatamente entre Lula e Arnaldo Antunes.

Camaradas, fiquei animadissimo com tanta coisa boa à frente tanto que, vejam só, a Revista NORDESTE foi convidada para ser porta-estandarte desse novo movimento, Claro que tudo ficou aceito e bem resolvido.

Viva a Cultura nordestina!



UFPB: Uma nova data para a eleição. Zerou

Por 24 votos a 10 mais 4 abstenções – todas de pessoas envolvidas na eleição – o Conselho Universitário da UFPB decidiu adiar a data da eleição em segundo turno entre as candidatas Lucia Guerra e Margareth Diniz.

O placar pelo voto direto e soberano não deixa margem a nenhuma dúvida de que o apelo para a compreensão de que a greve dos professores mais a perspectiva de paralisação dos funcionários em breve têm esvaziado a Universidade. Os estudantes, por exemplo, foram através de dezenas de CAs quem comprovou a evasão.
Independentemente de torcida, o resultado do Consuni supreende porque diante do desempenho de Margareth Diniz imaginava-se que ela pudesse atrair para seu campo, que defendia eleição já, o voto da maioria dos conselheiros dentro daquela tática de que quem está vencendo se transforma em mel, mas na UFPB não foi isso o que se viu.

Ora, se a maioria não mudou de voto apesar da vantagem de Margareth no primeiro turno é sinônimo de que o Segundo Turno parece ter zerado o jogo – e se for assim, muita coisa pode acontecer para qualquer um dos lados, especialmente a Situação.

Vamos aguardar, mesmo com os uivos ouvidos lá bem longe.

EM TEMPO: A ANÁLISE DA CARTA DA CANDIDATA VEM DEPOIS. ME AGUARDE.

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“Olinda/ quero cantar a ti/ esta canção…”

 

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