{arquivo}É impressionante a interferência da Grande Mídia em questões mais decisivas do Brasil, mesmo quando a sociedade resolve tomar outro destino distante do interesse inconfessável dos empresários nos vários níveis – especialmente da atividade político-partidária em harmonia com a Superestrutura de Poder no País, inclusive envolvendo o Judiciário, para gerar decisões de conformidade com seus negócios. Este raciocínio bem pode ser aplicado neste momento em que os Poderosos do País pressionam o STF para julgar os envolvidos no ‘Caso Mensalão’ a qualquer custo, seja como for. Mesmo em meio a esta análise, não nos furtamos também a analisar o desempenho do governador Ricardo Coutinho nos Estados Unidos – embora esta seja outra questão distante da análise primeira.
Voltando ao tema central, está evidente ainda que o interesse no caso Mensalão é buscar a condenação de todos os citados nas diversas ações sem se importar sobre a natureza do que cada um representa e, dentro dos princípios do Direito, se está preservado de fato a condição de ampla defesa dos envolvidos.
O Mensalão, enquanto processo a buscar punir quem dele se serviu, claro que precisa ser julgado dentro da premissa de que não haja favorecimento a possíveis culpados – e estes precisam pagar por supostas irregularidades, entretanto não dá para negar que a “punição” dos citados tem acontecido mais pela super-exposição da grande Midia do que por fatos novos, concretos.
Como crime eleitoral, o Mensalão tem que se ater ao conjunto das provas e neste particular, conforme Autos de posse do Colunista diante de um calhamaço enorme, nunca visto, há a comprovação de que houve utilização por dirigentes do PT à época, sob comando do ex-tesoureiro Delúbio Soares, de utilização de recursos obtidos junto aos Bancos Ruiral e BMG para pagar despesas de campanha – o famoso Caixa 2 – entretanto inexiste em nenhum dos volumes dispostos nada que incrimine o Governo Lula.
Repito: não há, conforme análise produzida diante dos Autos, nada que possa gerar condenação da gestão do Governo Federal. Se isto é verdadeiro, como atestam as provas, então está subentendido de que as ações de bastidores visam culpar o PT e, mais do que isso, alijar o ex-Ministro José Dirceu sem que exista uma única vinculação real ou prova de sua participação.
Querem a condenação de Zé Dirceu sob qualquer condição, mas se existe Justiça plena e independente no País esta não pode ser refém dos grandes conglomerados de Midia porque sua missão é julgar soberanamente – e neste particular, não há como punir o ex-ministro.
A motivação tem outra intenção
Quem acompanha a cena política brasileira sabe que Setores Conservadores do Pais, a partir de São Paulo, trabalham diuturnamente para tentar liquidar um dos mais engenhosos e capazes lideres politicos de Esquerda no País, que é o ex-M inistro José Dirceu.
Não importa quando ou como, mas a intenção primordial é tentar anular o mais importante estrategista da banda socialista que o Brasil conheceu, particularmente o PT.
A grande estrutura conseguiu derrubar o ex-ministro e tirá-lo da presidencia, posto não fossem essas ações seguramente Zé Dirceu teria sido presidente da República.
Além do mais, como sabe da sua importancia na articulação internacional do pensamento e estrutura socialista, é presumivel imaginar todos os esforços apra elimina-lo da possibilidade de ressurgir na politica em breve.
Por essas e outras a busca desenfreada de querer, não a aplicação da lei no caso do Mensalão, mas atingir Zé Dirceu.
O resto, como se diz no bairro da Torre, é fichinha – pouco vale.
Uma articulação dentro das necessidades e conjuntura
A exposição do governador RC, ontem, nos Estados, Unidos, perante investidores americanos e/ou estrangeiros e algo que não podemos deixar de encará-lo como relevante neste momento de expectativa sobre novos investimos no Estado e no Nordeste.
Penso que Ricardo foi menos afoito e ambicioso, como um precisará sê-lo, porque do contrario vai viver com o que resta de Pernambuco, Bahia e Ceará – estes os maiores estados – logo, convivendo com a realidade de estratificação de dois Nordestes, um rico e outro de mediano para pobre.
Seja como for, a participação do governador expressa uma luz, uma intenção que, tomara, se concretize e não fique nas intenções.
Este é um ponto positivo, que não pode ser ignorado.
ÚLTIMA
Há soldados armados/ amados ou não…”

