{arquivo}A presença do Ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, nesta segunda-feira em Campina Grande e João Pessoa, nem assim foi suficiente para encobrir a alta expectativa criada em torno das votações programadas nesta quarta-feira, quando o Governo Ricardo quer testar cada um dos seus aliados nos projetos a serem votados.
É possível que alguns parlamentares votem fechados da forma que quer o governador, sob pena de levar peia nos ombros, mas não é demais admitir que o presidente da Assembléia Legislativa, Ricardo Marcelo, se posicione como sempre o fez ao longo dos 14 meses de gestão socialista: sereno, firme e forte na defesa do Legislativo.
Se reparar direito, Ricardo Marcelo é como uma espinha na garganta do governador porque nunca foi nem é o presidente desejado para o Poder Legislativo, onde queria um lagartixa, um “faz de conta” que tinha liberdade qualquer. Pior, não tem médico que extraia a espinha, porque ela foi introduzida constitucionalmente pelo querer dos deputados exatamente para se resguardarem do absolutismo.
Ai do Legislativo se não fosse a coragem de Ricardo Marcelo de enfrentar o homem e sua brabeza, que tem tempo para terminar!
Pois bem, diferentemente de outros Poderes, que resolveram destituírem-se de suas prerrogativas constitucionais passando à função melancólica de co-adjuvantes legais, o presidente da Assembléia se mantém sereno e com a galhardia que se impõe para este momento de tanto asfixiamento político e orçamentário.
Se Ricardo Marcelo bater pino, então só resta entregar a chave no prédio ao lado porque será difícil suportar a postura ditatorial vigente.
Mas ainda é clarevidente entender que há um minino de soberania em nossos entes Poderes. Ou não?
