RECIFE – Até no carnaval é possível distinguir símbolos distintos da cultura exposta pelos vários ambientes lideres com inegável envolvimento de negócio, vide Pernambuco, Bahia, Rio e São Paulo. São estes estados quem divide a maior das atenções, embora mesmo se impondo a força cultural e econômica de cada um deles, até nisso tem pitada política por quem sabe fazer articulação e exposição proativa.
Refiro-me especificamente ao governador Eduardo Campos, presente em varias manifestações carnavalescas a partir do Galo da Madrugada, mas esbanjando capacidade de produzir fatos políticos.
Neste sábado, por exemplo, ele chamou atenção ao trazer para o desfile do Galo o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e a governadora do Rio Grande do Norte, Rozalba Ciarlini. Os dois convidados fazem tremer o PT/PSDB, da mesma forma que o DEM, porque a habilidade de Campos ressoa empatia para o futuro – diziam espectadores.
Por uma razão simples: Kassab acaba de se afinar em favor da candidatura de Serra a prefeito de Sampa, embora isso em nada atrapalhe a articulação dos dois para 2014 – intrigando sobremaneira o PT e o PSDB, ambos querendo atrair o atual líder maior do PSB. De quebra, José Agripino Neto vendo Rozalba perto do PSB se treme de raiva pelo desfalque promovido pelo partido de Kassab.
A Economia criativa como discurso consistente
Afora a saúde de poder estar em tantos lugares, chamou – me a atenção no governador a fala dele sobre o significado dos valores econômicos presentes na cultura carnavalesca, que na essência faz leitura bem diferente de seu colega da Paraíba, Ricardo Coutinho.
Campos exaltou o fator da Economia Solidária presente no carnaval como elemento diferenciado dos pernambucanos produzindo uma cadeia expressiva de sobrevivência de vários atores – costureiros, designs, produtores, vendedores, etc.
“Economia solidária – é esta a síntese do que desenvolvemos por aqui durante todo o carnaval e outras manifestações culturais”, sintetizou ele.
Diferente de RC que se recusou a contribuir com o Carnaval em 2012, da mesma forma do que já havia se registrado ano passado, Campos celebrou forte investimento em 30 Polos em todo Estado atraindo dezenas de milhões de reais.
Isto, sim, é o que visão multicultural com investimento concreto.
Pólos e abrigos das várias aldeias
Como pode, em plena capital do frevo, o rock tomar conta? E não para por aí. Tem musica pop misturada com as novidades da fase contemporânea, o rap, Marcelo D2, etc.
Tem mais do que isso, a preservação das figuras carimbadas da MPB, leia Elba, Geraldizinho Azevedo, Lenine produzindo grande homenagem a Alceu Valença ( merecedissima) – eis a síntese do carnaval de Pernambuco espalhando musica por varias áreas do Recife Antigo, Olinda e interiores com respeito à cultura e valores diversos do Pais.
Como este modelo precisaria estar vingando em tantos outros lugares, inclusive a Paraíba velha de guerra.
Um dia haveremos de conseguir entender e aplicar este sentido tão plural e pertinente.
Viva Pernambuco!
Nonato Bandeira amplia o Fosso
Ninguém se assuste, mas a relação entre o governador e seu secretario de comunicação está deteriorando como nunca!
A causa? A necessidade de Nonato preservar intenções legitimas em torno do projeto do governador, que não quer assim.
Mas Nonato tem valores e motivos.
Umas & Outras
…É comum estar –se com gente famosa quando o ambiente é Recife. Lulu Santos foi um deles.
…O Galo da Madrugada é exuberante. A maior expressão brasileira no gênero.
…A Folia de Rua e os Muriçocas têm muito o que aprender.
…Helder Moura vai ter Blog no G 1. Depois entra em rádio, jornal e TV.
…Já sentou com Eduardo Carlos celebrando cumplicidade.
…Lena Guimarães foi sondada para retornar ao Sistema Correio.
…Walter Galvão na Secom estadual? É o que Mais se comenta.
…Uma satisfação de carnaval: circular pelos bastidores do carnaval pernambucano com Regina e Gutemberg Cardoso, Lucia Ramalho todos com o brilho e auxilio luxuoso de Carla, grande companheira. Pense em gente de muita alta qualidade!
ÚLTIMA
“E se aqui estamos, cantando esta canção/
Viemos defender a nossa tradição/
E dizer bem alto que a injustiça dói/
Nós somos madeira de lei que cupim não rói…”

