“Governo é pra sofrer”

{arquivo}Tenho me impressionado enormemente com os depoimentos escutados nos diversos programas de rádio, sobretudo nos desengajados da adesão ao Governo, sobre a reação popular às medidas impopulares adotadas pelo governador Ricardo Coutinho já registrando confronto pessoal entre o Chefe do Executivo e populares.

Manifestações movidas a vaias e bate – boca com o governador começam a se multiplicar com constância em diversas cidades, que não só a Capital, embora seja João Pessoa o tambor maior deste e todos os momentos especiais.

O que aconteceu nesta quinta-feira no bairro São José onde um morador discutiu com Ricardo parece que se repetirá neste sábado quando do pré-lançamento da candidatura de Estelizabel Bezerra, em João Pessoa, com as presenças do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e da deputada federal Luiza Erundina. É o que dizem populares de segmentos diferentes.

Tudo isso preocupa e muito.

Antes, para conhecimento dos leitores, lembro que fui a um dos momentos do Governo Cássio I, no Teatro Santa Roza, quando ele no discurso para o setor de Cultura empossando os integrantes do Conselho Estadual citou Caso verídico acontecido no Governo João Agripino envolvendo Mocidade, um personagem muito popular da época.
João Agripino gostava tanto de Mocidade que lhe arranjou um emprego de imediato.

Passaram-se os dias e eis que, num dos protestos do funcionalismo estadual defronte ao Palácio da Redenção, Agripino flagra olhando da sacada o seu colega de conversa fiada entre os manifestantes.

O governador não quis conversa! Chamou Mocidade e , irritado, indagou como podia ele estar no protesto. O personagem popular respondeu de imediato: “Governador, Governo é pra sofrer”.

E é mesmo, sobretudo quando as relações entre o Poder e a sociedade começam a se desmantelar, deixando de existir o diálogo passando ao confronto.

Trocando em miúdos é o que o governador está vivenciando agora mesmo estando muito distante do que acontecerá mais na frente diante das muitas mobilizações previstas para os próximos dias.

E como ele (o governador) não gosta de diálogo, projeta-se tempos ruins em breve.

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