Os efeitos da suspensão da greve do FISCO

{arquivo}O Tribunal de Justiça do Estado decidiu nesta sexta-feira presentear a contemporaneidade com o veredicto de por fim à greve do Fisco, que já perdurava há 42 dias. Posto assim, soberanamente, certamente que qualquer intelectual ou mesmo iletrado do bairro da Torre repetirá: “Decisão de Justiça não se discute, cumpre-se”.

Trocando em miúdos, a categoria do Fisco passa a definir nesta sexta-feira, através de Assembléia Geral o retorno à atividade profissional a partir de segunda-feira que vem.

Há, entretanto, que entender o resultado acachapante do Tribunal como desaprovação judicante ao movimento dos servidores nesta fase, mesmo que se admita recurso, processualmente falando, para uma decisão final mais na frente.

Antes de reflexões profundas sobre tudo o que vivemos hoje, indagamos por que o Governo, na sessão anterior, não aceitou a Proposta do Fisco de ir ao processo de Conciliação no Tribunal do Trabalho, a mais consistente corte para tratar de conflitos trabalhistas?

Ainda assim, repetimos, por que não ter gerado Acordo, ao invés do arrastado da dificuldade, como se fora uma satisfação de mérito manter a falta de diálogo?

Os argumentos para a decretação da ilegalidade foram muitos, mas até o veredicto final chegar depois do recurso, certamente que vão ficar sob reflexão os seguintes pontos:

– A paralisação atende ou não à essência da Lei de Greve, aos pré-requisitos comuns a setores essenciais com funcionamento de 30% dos trabalhadores?

Seja qual for o entendimento geral, silenciosamente forjado no inconsciente popular, o Fisco não sai deste processo derrotado como festeja o Governo e seus mais exaltados auxiliares, porque a partir de segunda-feira começa a fase mais difícil daqui em diante que é a recomposição do quase impossível acontecer, ou seja a confiança de relacionamento entre as partes.

Tem mais: o governador não para de festejar o resultado como presente de seu aniversário, sem levar em conta que do outro lado estão os seus outrora “coniventes” e aliados, agora transformados em contestadores silenciosos comprometidos em não admitir prejuízo à sociedade, mas certos de que a luta apenas começou.

O governador festeja a “vitória”, que um dia se explicará como de birro, até porque de fato, se faz indispensável reconhecer o mérito e a luta dos que buscam seus Direitos.

Voto especial

O desembargador Nilo Ramalho preoferiu um voto acadêmico, professoral, no caso da Greve do Fisco não se importando com os argumentos das partes (Governo e Fisco), mesmo assinalando o não reconhecimento do agravo.

Ah! como o mundo precisa de homens assim!!!

O tal Pirro

O nome Pirro tornou-se famoso pela expressão “Vitória Pírrica”, quando da vitória na Batalha de Ásculo. Quando lhe deram os parabéns pela vitória conseguida a muito custo, diz-se que respondeu com estas palavras: “Mais uma vitória como esta e estou perdido.”

Pirro escreveu ainda Memórias e vários livros sobre a arte da guerra. Os escritos perderam-se, mas sabe-se que foram usados por Aníbal e elogiados por Cícero (este o romano).

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“Amanhã vai ser outro dia…”

 

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