O processo de cassação de Veneziano

Tudo leva a crer, conforme projeção de advogados do prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, e do vice-governador Rômulo Gouveia, que o processo pedindo a cassação do chefe do executivo campinense ainda por conta da campanha eleitoral de 2008 entra em pauta nesta data.

Não há consenso, nem na projeção de agendamento muito menos nos prognósticos posto que as partes defendem situações tratadas de pontos-de-vista diferentes.

Independentemente do que se tem como torcida ou defesa, causa espécie e/ou chama muito a atenção primeiro o fato do Ministério Público ter mudado radicalmente seu posicionamento.

Como se sabe, o procurador Werton Magalhães manifestou parecer favorável à não criminalização do prefeito, entretanto na ultima sessão o procurador Yordan anulou inteiramente a manifestação de seu colega de oficio, ou seja, considerando necessária a cassação.

Este, sem dúvidas, foi o instante mais inesperado e transformador por que, há de se indagar, qual o Ministério Público que vale: o que proferiu primeiro ou na segunda fase seu parecer no processo?

A partir daí, o parecer do juiz João Batista também proferindo o pedido de cassação transformou uma tendência processual de um jeito em conseqüência absolutamente contrária às projeções dando margens a todo tipo de ilações contra ou favor às partes.

Afinal, por que o Ministério Público agiu assim em discordância interna, dissonante em matéria de leitura processual?

O que terá acontecido?
 

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