Nem a presidenta Dilma Rousseff nem o ex-presidente Lula sabem mais o caminho da Paraiba. A briga politica intensa na Paraiba envolvendo aliados em cenário de confronto internamente fez com que, muito antes da campanha eleitoral de 2010, os dois tenham decidido ficar distante.
Ao lado, no vizinho Pernambuco, já se perdeu a conta de quantas vezes cada um dos lideres nacionais citados esteve em solo pernambucano anunciando obras ou visitando pura e simples, como se deu durante os festejos de São João quando a presidenta, por exemplo até aventou esticar até Campina Grande, mas a briga não permitiu.
É repetitivo dizer, já nem causa mais efeito nenhum, que a falta de sintonia ou inexistencia de pacto minimo entre nossas lideranças politicas vem de muito tempo atrás. Penso que a cultura divisionista de 1930 a partir da “Guerra” entre Liberais e Perrepistas diante do cadáver de Joao Pessoa se sustenta até hoje com efeitos nefastos enquanto resultado mais efetivo para a sociedade como um todo.
Se pensar bem, do Governo de Ivan Bichara para cá só foi divisão e/ou conflitos sempre puxando para baixo. Tarcisio Burity foi governador bionico inicialmente em 1978, mas logo foi brigando com a maior liderança então do estado, Wilson Braga, que se elegeu na sequencia entretanto manteve a briga entre eles impedindo a concentração de forças.
Depois, em 1990, com a ascensao de Ronaldo Cunha Lima sob o mote “Nem Braga, nem Burity, Ronaldo vem ai”, a gestão estadual passou a conviver com o arrefecimento das duas lideranças oriundas do PDS – posteriormente PFL – gerando na sequência a crise dentro do PMDB, entao partido ascendente desde 1986 quando Burity foi chamado a se filiar, cuja turbulência se estendeu entre Ronaldo / Maranhão sequenciada mais na frente com endosso de Cássio Cunha Lima.
Não tem jeito, a dualidade e divisao politica nos faz fragil. Para se ter uma idéia, no próximo dia 5 de Agosto – data de aniversario da cidade de Joao Pessoa, a presidenta Dilma preferiu estar em Fortaleza anunciando açoes do que vir à capital paraibana porque nao há clima favorável.
Ora, seja como for, quando nossas lideranças vão se permitir minimante e nesse diapasão sera que a presidenta vai se manter nesse jejum inconcebivel de nao dar a minima para o estado da Paraiba – isto em termos de sua presença fisica no pedaço?
A sociedade paraibana aguarda a hora dela vir ao estado.
A posse e a presença de Sonia Carneiro
O médico Aucélio Gusmão, mais do que dirigente màximo da Unimed João Pessoa e diretor de marketing da Unimed do Brasil, é também um homem das letras e da atratividade luxuosa quando da sua posse na Academia Paraibana de Medicina, sexta-feira passada, ao ter presente a figura carismática e reconhecida de Sonia Carneiro, jornalista famosa – hoje no comando do Governo da Bahia em Brasilia.
Soninha, como chamam os amigos e familiare,s a exemplo de Carneiro Arnaud, é expressão singular do contexto politico onde pontifica em Brasilia desde o final dos anos 70 produzindo grandes reportagens e furos, sobretudo na fase da redemocratizaçao do Pais.
Tenho orgulho de gozar de sua amizade, desde quando dos tempos de Castelinho, Humberto Lucena e Antonio Mariz pelos corredores do Congresso Nacional, e ser alguém que testemunha o quanto os baianos lhe devotam de atenção e carinho.
Na Paraiba, por ser terra dela e de seu pai Janduy Carneiro, patrono da cadeira assumida por Dr. Aucélio, haveremos muito o que nos confraternizar com Soninha, como disse anteriormente, exemplo de cidadã, agora dirigente nacional.
ÚLTIMA
“Paraiba, meu amor/ estava de saida/
mas eu vou ficar…”

