{arquivo}Há dois meses, se não me engano, uma Alta Fonte havia me advertido: o governador Ricardo Coutinho vai encaminhar uma mensagem à Assembléia Legislativa, que certamente deixará os demais Poderes em clima de reação, quase animosidade silenciosa.
O fato se consumou: como mostra a Mídia de uma forma geral, o Governo resolveu mexer nos critérios de distribuição do Duodécimo que, como todos sabem, serve para fazer a partilha dos recursos destinados em cada mês com o objetivo de manter a estrutura dos Poderes.
A premissa de tudo, com base em dispositivo constitucional, é a autonomia entre os Poderes – condição esta que se consolidou na fase republicana na qual, depois de tantas lutas, houve entendimento consensual de que só respeitando a missão e autonomia se terá um balanceamento isonômico e/ou proporcional para que a sociedade possa usufruir das regras e das obrigações de cada Poder.
Em síntese, as coisas só andam se houver o repasse dos recursos inerentes a cada instância abrigando os ajustes temporais de cada época porque senão a defasagem se sobressai.
Pois bem, os Poderes deram “voto de confiança” e até não tiveram qualquer manifestação público de confronto com o Executivo (leia-se Governo Ricardo) mas não tenho duvidas de que, com a ação de agora querendo alterar o volume de recursos de cada Poder é muito provável que haja insurgências e questionamentos, inclusive jurídico para barrar essa intromissão na Partilha.
Aliás, a boa práxis utilizada pelo Governo quando quis a compreensão dos Poderes ao reduzir valores do Duodécimo deveria ter servido de exemplo continuado para a discussão e busca de consenso na base do diálogo, mas, ao não adotar esta postura, Ricardo atrai para si a revolta silenciosa que pode gerar crise de tamanho não dimensionado.
Ou seja, se insistir em impor vai enfrentar tempestade.
Uma abordagem nacional
O volume de investimentos do setor de shoppings Centers no Brasil, em particular nos nove estados nordestinos, é uma das matérias da nova edição da Revista NORDESTE, que começa a circular nas bancas, na qual a reportagem traz detalhes da polêmica gerada pela tentativa de cessão de terrenos do Governo para o empresário Roberto Santiago.
A NORDESTE faz uma abordagem ampla sobre quais são os novos shoppings previstos para as capitais nordestinas e mensura o volume de dinheiro circulando nesse segmento, a partir de dados obtidos com a Associação Brasileira de Shoppings.
A crise na Paraíba destoa do que acontece nos demais estados do Nordeste.
ÚLTIMA
“Mexeu no bolso/ afetou o coração…”