Os movimentos pré-sucessão na UFPB

O reitor Rômulo Polari se diz inteiramente tomado apenas das funções administrativas e de acompanhamento das obras nos vários campi, sem contar o míster acadêmico em si mas, conforme a Coluna confirmou, ele andou reunindo informalmente sua equipe de auxiliares para o primeiro Start na direção do futuro processo sucessório na Reitoria.

Pelo tom dado, ele trabalha e quer ver a harmonia e unidade tomando conta da sua equipe para evitar racha, embora não tenha nome ainda definido – o que somente acontecerá mais na frente.

Salvo surpresas de última hora, há alguns nomes de Situação em evidência. A vice reitora Iara Matos e o pró-reitor Isac Medeiros parecem atraídos pela empatia do grupo mais do que o professor Luiz Renato, também pró-reitor.

Mas há uma expectativa sobre como ficarão as candidaturas de Margareth Formiga e Cida Ramos – nomes de expressão no meio acadêmico, com estilo e performance tendentes à Oposição ao atual grupo no Poder da Reitoria por razões diferentes e históricas diante de um outro nome: professor Lucio Flávio, oráculo e amigo do governador Ricardo Coutinho.

Ora, se Lúcio entra na parada é sinônimo de que terá a empatia do chefe do executivo estadual na relação com a comunidade universitária gerando reações nas outras duas candidaturas de Cida e Margareth.

Este é o flagrante deste momento ainda distante da disputa maior quando 2012 chegar.

A ascensão de Olga Elis Fernandes Pinto
Para Maria Júlia (in memorian)

Sai do Paço dos Leões na madrugada de sábado para domingo com a sensação de orgulho incomum. Testemunhei a euforia de novo grupo de formandos no Curso de Direito do UNIPE prontos para encarar o mundo da sobrevivência lá fora exercendo uma profissão nobre a exigir reprodução do conhecimento e valores éticos como nunca.

Na nova safra, lá estava a jovem advogada Olga Elis, filha de dois amigos – irmãos, Etelvina e Francisco Pinto, ambos de origem sertaneja vencendo os obstáculos nos grandes centros do litoral, no caso João Pessoa.

A própria expressão nominal já diz tudo: só poderia ser fruto da inteligência incomum de um médico intelectual, forjado nas lutas democráticas para fazer o Brasil ser o que é hoje, democrático e ascendente nos planos econômico e social. Etelvina se aprofundou no canto e encanto.

Olga, enquanto nome, representa a luta máxima da mulher em tempos negros da ditadura, da perseguição implacável lá atrás, mais que nunca deixou ofuscar o brilho cidadão e cumplice da companheira de Prestes, outro visionário especial.

Elis (logo se pensa em Regina) é certamente a maior referência interpretativa que a música brasileira teve nos anos 70, 80. Jóia rara, incomum, do tamanho da nobreza das figuras singulares.

É desta mistura fina, desses valores atemporais que herdamos aos nossos olhos a existência e vida desta jovem advogada tão primorosa na forma de encarar o futuro, quanto esperançosa de poder dar sua contribuição efetiva ao amanhã de seus pais e da cidadania, condição essa somente afeita aos que têm compromisso social. Precisa avançar mais – ela sabe porque – para gerar valor agregado aos bens dela e da família.

De quebra ainda curte o afeto com outro advogado, Tiago Pinto – gente da mais alta qualidade humana e profissional para justificar ao mundo que vale à pena viver quando se têm valores positivos, como os herdados pelas gerações dos pais.

Eles nem viram mas sai tão feliz do lugar que as lágrimas de felicidade se misturam à consciência de que estamos cumprindo nosso papel na terra.

ÚLTIMA

“Nossos ídolos ainda são os mesmos/
E as aparências não enganam não…”


 

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