LISBOA – Presente nesta capital portuguesa para participar, como Convidado Especial, da posse do novo Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho, nem assim, longe geograficamente da Paraíba, consigo desgrudar de temas comuns aqui, em crise nunca vista, diante da juventude da Europa e as circunstâncias tabajaras no paralelo.
Deu pra ver já no embarque, que Portugal e França estão para receber gente ilustre da intelectualidade, como Walter Galvao, Joria (a familia), mais o cantor e compositor Silverio Pessoa – este em tournee na Europa, todos inquietos no acompanhamento das coisas do mundo a refletir em nossa aldeia.
Já na madrugada sobre o Atlântico não pude enxergar Guiné Bissau, Dakar, mas caminhando, convivendo, conversando sobre as coisas da Europa – berço de tantas antecipações sociais, vide a Revolução Francesa,- impressiona a forte movimentação que a Juventude ainda promovem com protestos nas ruas.
Não é a mesma coisa de Maio de 1968, quando a cultura politica conversadora foi tragada pelas mudanças exigidas a partir dos jovens nas ruas, mas os partidos e lideranças que se cuidem, se renovem, porque a juventude anda uma arara querendo ser representanda da forma com que os atuais parlamentares parecem nao satisfazer.
Em sintese, os jovens nao aceitam mais as perdas e lutam no mínimo para manter as conquistas das gerações passadas.
Lembrei da Paraiba porque o governador Ricardo Coutinho foi eleito como esperança da juventude e já enfrenta resistência e duras críticas dessa geração – algo que preocupa porque se nao for refeita a relação pode transformar muita coisa em desesperança.
Sei que muita gente está querendo que só fale de crise continuada, mas a abordagem de agora bem que poderia servir de alerta à quem interessar possa, antes que a juventude pessoense repita o que os estudantes do Liceu paraibano andaram promovendo de protesto.
É preciso superar a distância e o desencanto.