A transição, ainda Cássio e o PT

BRASILIA – Por aqui, além das especulações normais sobre a futura equipe da Presidenta Dilma, as atenções de voltam para a presença dela no primeiro encontro formal do PT nacional em meio a enfrentamentos no plano estadual sobre os rumos a partir de 2011 em face da divisão latente na legenda.

Mas, nesta sexta-feira de calor, a temperatura vai mesmo estar concentrada no primeiro andar do Palácio da Redenção onde se encontram formalmente, conforme combinado, o governador José Maranhão e o eleito Ricardo Coutinho.

Pelo que levantei de dados, as partes sentam – se com grupo considerável de assessores buscando pactuar forma de obtenção e/ou cessão de dados para que o futuro governo construa sua plataforma de ação.

Previamente, dá para apostar no que deve acontecer? Em alguns aspectos, cremos que sim, porque Ricardo deverá renovar a lista de informações constantes no primeiro oficio em que pedia a audiência desta sexta-feira, da mesma forma que Maranhão deverá responder pontuando que sua equipe de transição se mantém disponível a repassar dados.

Mas, ainda se presume, a equipe de Ricardo sairá satisfeita? É mais provável que não, caso as informações estejam concentradas exclusivamente nos sites e fontes de consulta de Internet, além do que os secretários atuais possam transferir ao grupo do futuro governo.

A impressão, mesmo à distancia, é de que não haverá avanços extraordinários, como tanto se pensa quanto ao volume dos dados, apesar das informações a serem oferecidas. É o que presumem alguns, em meio à torcida de outros querendo mais e tendo reação chateada pela quantidade de menos.

A reação de Cássio

O ex-governador Cássio Cunha Lima está em Brasília desde a quarta-feira à noite acompanhado da esposa Silvia com atenções voltadas ao julgamento da noite desta quinta, que mereceu dele o seguinte comentário:


“Os embargos foram rejeitados. Dentro do previsto. O importante é que agora poderemos recorrer ao STF, que dará a palavra final”. E mais: “Graças a Deus este calvário judicial esta perto do fim. É um processo muito doloroso e sofrido. Venceremos”.

No dia anterior, Cássio esteve em São Paulo acompanhando cirurgia do irmão, Ronaldinho, que passa bem.

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