BRASILIA – Fazia tempo que não conversava com o ex-governador Cássio Cunha Lima, olho no olho. A coincidência se deu nesta quarta-feira quando estávamos na Capital Federal com ocupações diferentes. Até que, nos deparando no mesmo restaurante, o café-da-manhã foi servido à base de análises e muitas informações.
A primeira impressão dele, de cara – como se diz na Torrelândia – é de um cidadão de bem com a vida. Ainda anda longe de dietas, mas com aura de quem está gostando do que tem feito, sobretudo no campo da política onde saiu com forte e decisiva contribuição dada à eleição de Ricardo Coutinho ao Governo e, agora,desde quando 3 de Outubro, trabalhando duro para ter o mandato celebrado pelo Supremo Tribunal Federal.
Cássio, mais experiente, sabe que todo entorno do processo não é assunto simplório,ao contrário, enfrenta a pressão de vários interesses mas, em que pese todos comentários, está confiante de que resgatará a condição de elegibilidade quando o processo entrar em pauta no STF.
Na prática, esta é a maior das suas ocupações do momento. Mas nem por isso deixa de acompanhar com zelo os bastidores da vida política estadual /nacional, sobretudo nesta fase de transição.
Pelo que deixou claro, bem claro entre um gole de café e outro, não há possibilidade de atrito com Ricardo Coutinho porque vários cuidados ele – e até acha que o governador eleito – tomaram para evitar crise desnecessária conhecendo cada um deles o gênio, o pavio e a forma de ser, em alguns casos até parecidos.
Por isso, do Governo quem vai cuidar abertamente e totalmente é Ricardo. Palavras do próprio Cássio. Ele até exagera quando tenta se anular do processo, o que não bate com a realidade de sua contribuiçao, mas a postura de Cássio lhe dá estofo de mais maturidade para encarar o processo a partir de agora de forma melhor resolvida, sem atropelos.
Ele até admite conversas e contribuições que tem dado e vai dar, mas compreende que cada coisa tem seu devido lugar respeitando a hierarquia temporal, hoje dando a Ricardo a condução do governo razão pela qual não haverá paralelismo.
Este componente está tão impregnado na sua consciência que de nada adiantará mais na frente algum amigo descontente começar a estimular a candidatura dele ao governo porque, se isso vier a acontecer, só se dará em 2018. Ora, se é assim está evidente que ele trabalha a hipótese de apoiar a reeleição de Ricardo em 2014 – logo contra….tchan tchan tchan…Veneziano Vital – esta parte fica por conta do Colunista.
O tom Flax de Cássio se apresenta em tamanha dimensão que repetiu sem que se perguntasse a sua torcida para Maranhão ser ministro de Estado. “Isso é muito bom para o Estado da Paraiba desde que seja para somar”.
Seja como for, a maior das lições ele aprendeu e não tira mais do quengo: cada coisa em seu devido tempo e lugar.