A essência do futuro de Maranhão

O governador José Maranhão produziu nesta sexta-feira a sua primeira fala aos paraibanos sobre o que pensa do resultado adverso de segundo turno, quando perdeu a disputa para o candidato Ricardo Coutinho, dando clara exposição de que continuará no comando da Oposição permitindo a transição de governo e em seu partido abrigando as novas gerações, mas dando recados políticos.

Como não houve uma entrevista coletiva, também esperada, pois coube ao Secretário da Controladoria, Roosevelt Vitta, tratar de pormenores da transição, o fato é que o resumo do que Maranhão repassou foi de reafirmação de manutenção nas lides políticas.

Ele esteve tão dedicado ao mister político que parte do seu discurso esteve dedicado ao processo administrativo e institucional levando – o a afirmar com todas as letras que exercerá a prerrogativa de Governador até o ultimo instante, 31 de dezembro exatamente.

Maranhão lembrou toda a sua trajetória política, desde a juventude quando deixou de ser engenheiro aviador para se dedicar à política vinculando-se até os dias de hoje, por isso lembrou os vínculos com figuras como Mariz, Humberto Lucena, Ulisses Guimarães, Lula e Dilma Roussef.

Pelo que expôs, Maranhão vai se manter na Oposição buscando e admitindo as novas gerações, também na base partidária, que no decorrer dos tempos haverão de ocupar espaços mais fortes nos processos, disputas e partidos, entre eles o PMDB.

O governador, em síntese, deu os primeiros recados ainda faltando permitir que decifremos com mais clareza outros passos que dará no relacionamento com o governador Ricardo Coutinho.

Candidatura

O engenheiro Cristiano Zenaide, do PC do B, não foi o autor da lembrança do nome de Maranhão para prefeito de Joao Pessoa, como repassado à Coluna por uma Fonte, ontem, reportando-se a uma reuniao do chefe do executivo com secretários.

Na verdade foi o Sercretário Carlos Mangueira.

A herança de Maranhão

O governador José Maranhão não expõe com visibilidade pública, mas certamente seu maior trauma na realidade vivida hoje é elencar uma série de grandes obras, tendo ainda grande volume de recursos já encomendados, mas que vão ser usufruídos pelo governador eleito Ricardo Coutinho.

R$ 2,5 bilhões significam volume expressivo de dinheiro, sem conta os R$ 400 milhões dos empréstimos ao BNDES – cujo montante permitirá marcar qualquer gestão administrativa na Paraíba.

Quando olha ao redor e vê alguns auxiliares responsáveis por esta circunstância, certamente que Maranhão não mata nem esfola porque é civilizado, mas engolir tal realidade por erro amigo – aí ele não dorme direito desde o domingo 3 de outubro.
 

 

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