Cento e quarenta e cinco artistas, produtores, intelectuais da Paraíba assinaram ou autorizaram a presença em Manifesto reivindicatório, ao mesmo tempo de apoio à reeleição do governador José Maranhão na última segunda-feira em manhã / tarde memorável porque atraiu importantes figuras da arte / cultura em torno deste momento político vivido na Paraíba.
Antes de qualquer observação, diga-se de passagem que todas as pessoas ou foram contatadas ou se fizeram presentes ao ato de muito valia para o futuro do setor.
No dia seguinte, na terça-feira, a Inteligentzia e a ‘Patrulha de Plantão’ caiu em cima dos nomes constantes na extensa lista levando algumas das pessoas da relação, especialmente Patrícia Moreira, Eriberto Coelho e Edilson Alves a desdizerem o que tinham autorizado, inclusive constando com a presença de dois primeiros no ato de entrega do Manifesto.
Todos, sem exceção, têm o direito de ir e vir, bem como opinar, se posicionar e até recuar, como se deu com os três relevantes agentes da cultura, embora tenha informações seguras de que a aposição de seus nomes tiveram a autorização expressa de todos eles.
Tem mais: além do irrequieto Buda Lira, outra pessoa importante da cultura, escritora Dora Limeira, fez espalhar na Internet texto em que contesta o conteúdo, as pessoas e até, no caso da professora, tenta desqualifica gente de bem do Movimento Cultural. Ela indaga: quem é Gil Sabino, um tal de Tan, Heleno, etc.
Dora no afã de se manifestar legitimamente sua paixão política, procedeu como os trogloditas da Inquisição faziam com quem queria apenas ter a liberdade de se manifestar também, se chamarmos para a cena local, com a mesma dignidade de outros atores favoráveis ao candidato Ricardo Coutinho.
A escritora faltou à lição que tratava de respeito às pessoas de valor, como é o caso de Gil Sabino – um dos mais inquietos e relevantes produtores culturais da Paraíba, não só porque produziu shows de Chico Cesar, Dida Fialho, Fernando Teixeira, e promoveu gente como Gonzaguinha, Djavan, etc e ter o luxo de ser o único paraibano a entrevistar Elis Regina. Gil é mais do que isso é antenado e sabe distinguir o rubi do falso brilhante.
Tan é a expressão do canto de Campina Grande, uma voz de valor que se envolve no intercâmbio com João Pessoa, da mesma forma que Heleno, um dos produtores qualificados do Estado acaba de participar das gravações em João Pessoa do filme angolano estrelado por atores do nível de Lazaro Ramos. MasTan e Heleno são muito mais do que isso: têm discernimento mesmo agora agredidos pela desinformação.
A pressa de agradar fez outra vitima: o professor universitário e mui digno cidadão brasileiro Wilson Aragão. Hoje, com pós-graduação em educação, a memória curta jogou na lava comum as grandes contribuições politicas e intelectuais de Aragão como presidente da CUT, além de todas as lutas pela redemocratização. Certamente ele prestava quando chegou a votar em Ricardo, mas agora injustamente é agredido pela desinformação. Sou mais Wilson do que muita gente que pousa de bacana.
Trocando em miúdos, a lista de 145 Cults ratificando apoio a um projeto de Cultura abrangente e plural assumido pelo governador Maranhão registra 3 desfalques por reposição comum na vida democrática, mas em nada abala a relação dos que respeitam as opções de todos, entretanto, estão convencidos de que Cultura de Patota não pode significar exemplo nem aqui nem em lugar nenhum. Todos querem mais avanços e esta condicionante foi assumida pelo atual governador.
Todos exigem respeito até porque se somar a contribuição dos nomes relacionados no Manifesto certamente que de nada valerá o patrulhamento inadequado e improdutivo porque as pessoas têm livre arbítrio e sabem escolher o que é melhor para o Estado.
Patrulhamento absurdo
Tem mais: é preciso acabar com essa mania de se achar que presta apenas aquilo que vale para alguns. Um caso que ilustra bem esse desrespeito chama – se Fuba, um dos mais talentosos nomes da cultura paraibana de todos os tempos, agora apedrejado injustamente por quem tanto abusou e usufruiu de seu talento. Este absurdo não pode continuar.
Ei, minha gente! Vamos acabar com essa história de que dignidade é afeita a meia dúzia de gente boa, mas anulada quando perde sua identidade e auto critica para satisfazer a um líder, que fez coisa boa, reconhecidamente, mas ainda tem muito o que aprender.
Em síntese, vamos deixar de bobagem porque a escolha é livre, soberana e democrática, queiram ou não, e tudo desaguará no próximo domingo com respeito a todos os quereres.
ÚLTIMA
“A folia não pertence a ninguém/
Tá cada um na sua…”
