O futuro presidente do PT em João Pessoa, advogado Antonio Barbosa, assumiu de vez o papel de líder da contramão estratégica do que tem recomendado pela instância nacional quando rejeita a orientação pronunciada pelo presidente Ricardo Berzoini de aliança com o PMDB e, ao contrário, assume dissidência em favor da candidatura de Ricardo Coutinho.
Ou isso a dissidência, faz parte da cultura danosa de insubordinaçao do PT ou o partido não tem mesmo moral nenhuma para ser respeitado na compatibilização dos interesses maiores da legenda.
Há uma outra hipótese: Barbosa e Cia agem assim porque estão instruídos pela direção nacional para compor com dois palanques da ministra Dilma na Paraiba.
O fato é que os novos dirigentes eleitos passam horas reunidos em São Paulo, no caso Rodrigo Soares e Cia, chegando ao Estado reproduzindo uma orientação que não bate com o que diz Barbosa, Luiz Couto, etc sempre desejosos de confrontar os vencedores do PED.
Antonio Barbosa, sujeito de ótima performance, ao agir desconforme com a cúpula estadual e Berzoini passa a se confrontar com o PT de forma incisiva a merecer reação à altura dos lideres nacionais, sob pena da anarquia partidária se estabelecer como regra de quem já apanhou muito com dissidências e crise de imagem, no caso a legenda.
Afinal, qual é o PT que manda e recomenda? Ou Rodrigo ou Barbosa um dos dois anda inventando estórias, que, no mínimo, prova que o PT se mantém dividido mesmo e é ninho de cobra onde ninguém se entende.
E Cicero desistiu da candidatura?
Alguma coisa está fora (ou dentro?) da ordem política entre os tucanos. O silêncio tomou conta do PSDB, dos seus lideres melhor dizendo -, que, até mesmo já não se tem como informação repetida que o senador Cícero Lucena tentará ser candidato mesmo ao Governo do Estado.
Não é só porque ele fala apenas (ou mais) com alguns veiculos de comunicação, não, mas por apatia assumida dele nos últimos dias, sobretudo depois que o ex-governador Cássio Cunha Lima resolveu passar os próximos dias de carnaval nos Estados Unidos em agenda familiar.
Cícero é peça interessante de ser acompanhada neste momento porque de seus próximos passos se saberá se haverá confronto duo ou não na próxima disputa para o Governo.
Há em torno dele alguns valores e compromissos assumidos levando muitos a crêem que ele pode ainda vir a ser candidato, mesmo sofrendo restrições permanentes de Cássio.
Aliás, por falar (escrever) em Cássio já há quem se preocupe com os desdobramentos da aliança informal dele com Ricardo Coutinho porque a expectativa em João pessoa de transferência máxima do prefeito para ele não se enxerga nas pesquisas de opinião. Ao contrário, os números parecem dizer mesmo que não tem correspondido à altura do esperado.
Como candidato ao Governo geralmente espera-se que ele seja o puxador de votos o que não se delineia neste momento porque quem tem assumido esse papel é o ex-governador.
Seja como for, resta apenas acompanhar as próximas ações do senador Cícero, ultimamente com cara de fastioso.
Luciano manterá Maioria
Ninguém duvide: o futuro prefeito Luciano Agra já trabalha desde agora para ter maioria na Câmara Municipal.
Tudo bem que ele herda a articulação de Ricardo Coutinho, entretanto, de modo próprio ele já se movimenta no silencio da noite se preparando para a boa convivência.
E tem conseguido reciprocidade.
Centro Histórico: como fica
Alguma ação precisa emergir urgentemente no Varadouro da cidade de João Pessoa para não se consolidar a impressão de que o abandono tomou conta da área.
Já não se fala mais na obra do PAC embora técnicos do IPHAN projetem primeiros passos em breve nem se ouve mais falar de programação cultural nenhuma naquela área.
É como se, um dia, Paris resolvesse se esquecer do Louvre ou coisa parecida.
Só pode desleixo ou pirraça.
Última
Ta com medo/ pra que veio…

