Desde quando me entendo de gente que me acostumei a conviver com a autenticidade do engenheiro Haroldo Lucena, irmão do líder histórico e injustiçado senador Humberto Lucena, às vezes impetuoso na forma de ser, mas muito verdadeiro e leal aos projetos, pessoas e ambientes que adotou como de sua convivência.
Ontem, em rápido telefone via celular, Haroldo Lucena nos contou que está deixando a vida partidária, ou seja, o PMDB de tantas lutas construídas também por ele depois que deixou de ser consultado e ficou à margem dos encaminhamentos do partido.
Neste fim-de-semana, aliás, o PMDB anuncia nova ação estatutária para renovar seus diretórios, ao que parece sem mais ter Haroldo compondo a diretoria.
É evidente que eleitoralmente, Haroldo não deve fazer muita falta mas conceitualmente o PMDB estará se desfazendo de um de seus grandes quadros.
Só a atitude do governador José Maranhão, líder principal e maior do PMDB, de relevar as divergências e amuos com Haroldo Lucena pode evitar um hiato histórico com o irmão autentico de Humberto Lucena, que se vivo estivesse não deixaria as coisas chegarem aonde chegou.
Maranhão pode ser soberano também sendo humilde na compreensão de que a vida passa e os valores entre as pessoas são a base do sustento das relações humanas, por isso enquanto for tempo Haroldo ainda pode ser resgatado como elemento histórico a merecer a reintrodução na vida partidária de forma bem resolvida e sem traumas.
Tudo em nome da memória do ético líder Humberto Coutinho de Lucena.