Basta sentar o tempo que for para, sem dificuldades, identificar que o governador José Maranhão anda extremamente municiado de dados sobre os vários atores da cena política, especialmente seus adversários políticos,além de aparentar domínio sereno sobre os vários cenários projetados para 2010 nesse tempo levando em conta a disputa pela reeleição no Governo do Estado.
Maranhão sabe dos passos adversários, tanto que, no caso do prefeito Ricardo Coutinho, seu principal competidor, passou a ser um PhD professor na concepção psico – social sobre o comportamento e intenções de seu ex-aliado do PSB.
Antes da abordagem sobre o aspecto de avaliação sobre os projetos políticos de Ricardo, lembremos que o governador anda motivado com os números da estrutura de Governo em face da repercussão social a projetar a partir dos municípios até chegar a cidadão comum.
Maranhão anda reproduzindo a convicção de que o volume de obras e serviços em andamento, da mesma forma que o potencial financeiro armazenado para transformar em ações estruturantes e sociais são instrumentos de grande impulso ao projeto de candidatura à reeleição no Governo. Mas, um dos seus trunfos é a construção de alianças políticas.
Ele exemplifica as obras do PAC: inicialmente quando assumiu na ordem de 2% em termos de ritmo de realização, passando o índice na atualidade para 70% no aspecto de desempenho.
Esta síntese aplica se, segundo ele, a inúmeros outros segmentos do governo todos projetando forte impacto na sociedade e especialmente nas faixas mais humildes.
Mas, no exame dos outros aspectos especialmente o do processo histórico em torno, o governador tem convicção de que Ricardo construiu sua saída do bloco construído em torno de Lula, em 2002, já há algum tempo ampliando muito a partir das eleições de 2006 para os governos municipais.
Maranhão coleciona uma série ampliada de atitudes tomadas por Ricardo querendo já naquele processo passado se afastar do grupo e construir a aproximação com o ex-governador Cássio quebrando compromissos e ferindo paradigmas.
Para o governador, a mosca azul picou os interesses do prefeito passando a ficar motivado por aliados do coletivo e de parte dos adversários presentes no DEM e PSDB sem querer mais admitir projetos comuns,do tipo pesquisa mais na frente para escolher o melhor nome.
Segundo Maranhão, isso foi proposto a Ricardo: vamos por etapas priorizando o trabalho neste ano. No próximo, quem estiver melhor nas pesquisas entre você (RC), Veneziano e eu será o candidato do grupo, revelou.
É dentro desse contexto que Maranhão monitora tudo e está seguro de que sem ansiedade mas com esmero no desempenho do governo e das articulações vai poder construir um projeto de resultados e perspectivas de vitoria em 2010.
Na hora certa,ele vai estar deflagrando ponto por ponto para alcançar seu objetivo: a reeleição mesmo reconhecendo o desempenho do competidor.
De qualquer forma, apesar do respeito, ele não o teme e acha possível vencer a disputa.