Dentro da ordem política pré-deliberada no decorrer dos últimos meses pelo conjunto de forças envolvendo o ex-governador Cássio, o senador Efraim Morais e outros partidos aliados, a exemplo do PP, em torno da candidatura do prefeito Ricardo Coutinho, o próximo passo importante a ser anunciado por Cássio é, como se previu, seu apoio condicional ao presidente do PSB ao Governo.
Condicional porque para chegar a este patamar, Cássio e Efraim ponderaram e fecharam acordo recomendando (também exigindo) que o prefeito da Capital passasse a adotar uma série de ajustes,inclusive na sua equipe de campanha porque ficou atestado a necessidade de reforço porque a turma de RC não conhece o Interior e suas lideranças amiúde.
Tem mais: ficou deliberado (e acatado) que Ricardo passaria a poupar Cícero Lucena dos discursos acre, estes agora na direção do governador José Maranhão.
Em síntese, o tom, a estrutura e a convivência da administração municipal abrindo espaços reais para o DEM e parte do PSDB ficaram sacramentados com o prefeito assimilando e aceitando todas as ponderações.
Mas, para anunciar seu apoio a Ricardo, o ex-governador tem tido muita dificuldade interna porque, apesar de todas as conversas já existentes com Cícero este se mantém irredutível na relação com Ricardo e diz não abrir mão da candidatura.
A esta altura do campeonato, a queda-de-braço envolve também as instancias nacionais do PSDB porque não há consenso entre Cássio e Cícero nesta conjuntura interna da Paraíba porque, como dissemos, o ex-governador não vai apoiar o senador na candidatura e este, o pré-candidato, já anunciou que jamais apoiará Ricardo Coutinho.
Este é o imbróglio, mas está chegando ao fim do processo porque o ex-governador está decidido na posição de apoio a Ricardo assumindo todas as conseqüências, entre elas a possibilidade de rompimento com Cícero.
Quarta-feira, amanhã, é o dia pensado por Cássio mas as tratativas com o nacional podem gerar pequena alteração de data.

