Mais uma vez o portal WSCOM me faz informado das coisas acontecidas na Paraíba, no Brasil e no Mundo. A última dá conta que a relação entre Governo do Estado e Prefeitura de João Pessoa deve parar na Justiça para resolver os imbróglios em torno do Centro Histórico ambiente rico de memória e em decadência de ações mais arrojadas, mesmo reconhecendo os esforços do prefeito Ricardo aliás inserindo no processo as ações anteriores de Burity e de Cícero Lucena com o fim do Lixão do Roger e a retomada da Praça Antenor Navarro.
São recursos acima de R$ 1 milhão repassados pelo Governo do Estado à Prefeitura, mas recentemente cobrados para devolução por suposta inaplicabilidade devida pela edilidade no referido ambiente histórico.
O prefeito reage e diz que nada o fará devolver um centavo sequer do convênio.
Que coisa, heim!
Esta pendenga, assim como tantas outras a vir no futuro próximo, são fruto da mesquinhez política de todos os envolvidos no processo porque, em pleno Século 21 é inconcebível que não haja um relacionamento formal mínimo entre nossos lideres algo difícil de se ver por aqui já faz um tempão.
Mas há tempo ainda para a construção de uma Pauta mínima, espera-se. Não precisa ninguém se despedaçar nem perder um tiquinho sequer de seu corpo para que possamos celebrar a perspectiva de que projetos mínimos possam ser executados independentemente do humor e da intenção de cada um dos nossos gestores.
Volto a dizer: até bem pouco tempo atrás, o governador Maranhão e o prefeito Ricardo eram aliados, mesmo com cada um deles apontando caminhos diferentes na busca do Governo em 2010, entretanto, a birra qualquer não pode ser maior do que a necessidade de estabelecimento de parâmetros básicos de convivência.
Infelizmente, como o processo político contaminou quase todos os segmentos da sociedade, não se vê com facilidade intermediador qualificado para empreender uma base de entendimentos mínimos em torno das reivindicações da sociedade identificando o que está projetado e precisa ser respeitado por ambas as estruturas.
Será o Presidente do Tribunal de Justiça um interlocutor oportuno? Uns dizem que sim,outros que não porque pode vir a ser invocado a dirimir dúvidas; e o Ministério Público? De nossa parte acho que o Procurador Geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Vale bem poderia averiguar com seus uma forma/conduta para fazer as partes sentarem na construção desse Paco mínimo.
Como torrelandense otimista, ainda creio ser possível conviver com o impossível.
