O que diz a Capital Federal

BRASILIA – Se existe uma cidade cosmopolita, beirando a satélite sideral, que respira política e/ou conspiração 24 horas por dia, nem é São Paulo, Recife ou a Torrelândia. Esta, sem dúvidas, é a Capital Federal, de forte influência de Oscar Niemayer, onde até a Paraíba está no alvo das grandes armações em curso voltadas para a sucessão de 2010 nos vários níveis.

Comecemos pela Oposição, onde o ex-governador Cássio Cunha Lima pontifica na sua quarentena à lá Belchior sem querer falar com ninguém gerando com isso nervosismo, inquietação e até desgosto, como se dá no caso de Cícero Lucena, pré-candidato ao Governo pelo PSDB, mas desprezado de um pio sequer para saber previamente o rumo que tomará seu amigo-irmão (?).

Primeiro, atestemos: Cícero vive o misto de desgosto, decepção e raiva, embora demonstre pouco para fora. Somente seu estômago e a pele do rosto, vez por outra querendo estourar, podem traduzir seu sentimento inconfessável, mesmo adotando a tática mineira de quase calar, de quase não explodir.

O que dizem em torno de Cássio

Façamos justiça: a imaginação das pessoas é espetacular e maldosa em muitos casos porque diz ser verdade o que em vários casos não passa de invencione com má intenção.

Independentemente, em Brasília a conversa freqüente aponta para diálogos permanentes entre Cássio e Ricardo, sem nenhum deles assumir, agora adicionado de um provável encontro dos dois com Ney Suassuna desmentido pelo ex-senador.

Mas, na prática, as projeções passam por um novo processo em que Cássio deixa passar a impressão de desconforto com a candidatura de Cícero e tende a partir para uma aproximação com Ricardo – este, líder inconteste – agora ‘refém’ imaginário politicamente do ex-governador.

O fato é que a decisão de Cássio de não ligar para Cícero, mas já ter o feito com Efraim, intriga ciceristas como Hervazio Bezerra e Marcus Vinicius que, solidários com Ciço, como eles dizem, vivem adotando as arranhuras do Homem Aranha subindo pelas paredes do Senado querendo traçar o primeiro alvo à frente, de tanta raiva que estão.

O STF, a euforia e a razão

A decisão do TSE de mandar fazer eleição indireta em Tocantins, com a sentença ontem pelo afastamento do governador Marcelo Miranda, fez reacender em setores da Oposição o sentimento de euforia como se daqui a pouco o STF, que vai julgar ação do PSDB pedindo eleição indireta, venha a ocorrer imediatamente.

Na verdade, ate outubro a matéria entra em pauta, mas daí já se ter como favas contadas vai uma distancia enorme.

A euforia, na verdade, é fruto dos “fantásticos” argumentos usados pelos que são a favor da tese de nova eleição indireta, na proporção inversa da outra metade assegurando manutenção do atual ‘status quo’.

O fato é que a segurança jurídica, ou seja, a consciência de que o TSE foi o responsável pela nomeação imediata do governador Maranhão quando da cassação do governador Cássio, mesmo com contestação à época de alguns ministros, dificulta o STF de anular tal decisão sob pena de acabar com a função do Tribunal Superior, por isso não é demais prever que haja a determinação de eleição indireta, mas só de agora em diante.

Esta (a segurança jurídica) é a questão.

O que dizem de Zé

Um dos aspectos mais comentados sobre o governador Maranhão é a energia esboçada nos últimos tempos fazendo auxiliares mais novos a ‘bater pino’, cansar rápido das tarefas, que ele tira de letra, sem cansaço. Como bem dizia o querido imortal Abelardo Jurema, o poder só pode ser afrodisíaco.

No mais, o foco do governador não para de atingir vários partidos e personagens. O PP continua na sua mira querendo vê-lo sob o comando de Manoel Junior e Marcondes Gadelha com o desalojamento de Enivaldo Ribeiro, da mesma forma que o PDT de Damião Feliciano é só namoro com as hostes pemedebistas.

Sem perder de vista, o PT é o grande xodó maranhista porque da eleição de novembro vai se delinear os passos mais seguros da sucessão de 2010.

Wellington com Ricardo Coutinho

Quem esteve recentemente com o prefeito da Capital foi o deputado Wellington Roberto. Com 65 prefeitos ‘debaixo do suvaco’, no bom sentido, do apoiamento que computa, o parlamentar passou outro dia quase 1 hora olho no olho com RC.

Filosofou muito, até conceituou um monte de coisas da política, mas saiu de lá sem acertar mesmo do tipo prego batido, ponta virada – o que não se deu assim.

Wellington ainda teve tempo para reclamar de Armando Abílio.

PTB na área

Por falar (escrever ) em Armando Abílio, o ‘home’ anda com as orelhas de pé, antenado – como dizem os meninos do bairro da Torre – porque toda vez que alguém diz que Efraim está se aproximando de Ricardo mais o deputado de Esperança dá um pinotezinho assim – ui ! – nada gostando da conversa.

Tudo é fruto da política de Esperança porque lá Efraim apóia o inimigo de Armando, deputado Arnaldo Monteiro , daí a reação e ira de Abílio – o primeiro político a falar em apoiar RC fora do PSB.

O sonho de Wilson

Em Brasília, o deputado federal Wilson Santiago só pensa naquilo, isto é, na possibilidade de disputar o Senado ao lado de Maranhão.

Feito mineiro trabalha calado e naquele diapasão – devagar e sempre.

Ciro Gomes avalia Revista NORDESTE
O deputado federal Ciro Gomes, um dos nomes lembrados para a sucessão presidencial, tem uma opinião definida sobre os veículos impressos, especialmente revista, lembrada novamente nesta quarta-feira: “não tem o que discutir: nunca existiu uma revista como a NORDESTE fora do eixo Rio – São Paulo”.

Ciro Gomes disse que a “revista é muito bem feita, tem conteúdo de nível indiscutível com padrão de qualidade no patamar de grandes publicações, por isso faz história”.

Segundo afirmou, “tenho acompanhado a revista desde algum tempo e percebo o crescimento permanente dela no mercado editorial. Nunca o Nordeste foi bem tratado com profundidade”.

Última

“Eu penei/ mas aqui cheguei…”

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