A Stock Car, Valdeno e os exemplos da Bahia e PE

SALVADOR – Convidado pela organização da STOCK Car e, especialmente, pelo piloto Valdeno Brito com quem construímos a partir desta prova na Bahia a exposição para o mundo da logomarca da Revista NORDESTE em seu carro em merchandising, pude comprovar a grandeza dos investimentos e retorno publicitário que o Governo da Bahia e a Prefeitura de Salvador tiveram nos últimos trinta dias.

O resultado é tamanho que o governador Jaques Wagner nos disse que está discutindo com a organização da Fórmula Indy uma nova etapa da competição em Salvador. Detalhe: com a participação do adversário prefeito João Henriques, do PMDB, rompidos ha algum tempo.

Trocando em miúdos, a guerra política na Bahia é estrondosa, mas não atrapalha a atraca de investimentos, sejam quais forem, em favor dos baianos.

Outro exemplo no mesmo nível: segundo nos revelou em demorada conversa o diretor do Autódromo Internacional de Caruaru, Pedro Manuel, a Prefeitura local e o Governo de Pernambuco devem fechar na próxima semana a realização em 2010 de uma das provas da STOCK Car na famosa cidade pernambucana.

Palavras dele: “Tudo faremos para aportar os recursos que se fizerem necessários porque os investimentos compensam com o volume de negócios correlatos e a superexposição de mídia da cidade, do Estado e de seus valores”.

O negócio da STOCK Car tem chamado tanto a atenção desses governos – e ainda o Ceará, que também quer levar uma prova para Fortaleza – que na prova seqüenciada deste domingo voltada para jovens pilotos a Bahia participou simplesmente com 6 pilotos que, é uma questão de dias, vão estar na etapa principal.

Neste domingo, testemunhei a garra fenomenal do piloto paraibano Valdeno Brito – uma fera reconhecida por todas as autoridades da prova – pois, mesmo prejudicado ontem nos testes preparatórios por retardatários, saiu em 18º lugar e chegou ao final na 7ª posição levando-o a pontuar e ficar em terceiro lugar em toda a competição.

Ora, um piloto com esta dimensão e vetor publicitário que pode emprestar à Paraíba não pode continuar sendo tratado da forma em que está pelo Governo, que pode questionar o que for, mas punir o piloto mesmo diante de sua performance nacional é injusto e merece revisão positiva porque, neste particular, estamos na contramão dos Estados que, por outra percepção, não se negam a apoiar seus valores para ter visibilidade no mundo, através da prova.

Em síntese, não é demais ponderar para que o Governo reveja a posição e refaça seu relacionamento institucional com Valdeno nos moldes que achar adequado, pois está provado que o piloto tem gabarito e mérito para ter retomado o contrato, agora de merchandising da Paraíba.

E agora, quem vai se pronunciar frente a esta realidade?

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