Por que a campanha ´ Ficha Limpa ´ não empolga

Se há um esforço louvável do FOCCO, movimento de inspiração educativa mas de natureza política, é a campanha “Ficha Limpa” disseminada nos vários ambientes do Estado para gerar cultura de eliminação dos maus políticos em nosso meio, mas ainda sem obter a adesão da sociedade como um todo.

A proposta faz sentido, ou seja, despertar na sociedade uma espécie de depuração nos quadros representativos é importante no campo dos ajustes sociais, especialmente na política partidária onde são registrados maus exemplos continuados sem parar daí a relevância e a intenção nobre do que se propõe.

Ora, se há a adesão dos veículos de comunicação massa na parada e o esforço continuado de membros do FOCCO, por que essa anomalia, esse torpor político se mantém tão forte entre os cidadãos e cidadãs comuns?

A resposta pode estar no descrédito que os movimentos sociais geraram nos últimos tempos exatamente porque, diante da mobilização pública, muitos deles foram conduzidos exatamente por quem produziu ou produz na práxis política o ilícito, a imoralidade e a ´cara de pau´ de falar em moralidade.

Devam – se, todos, atentarem ainda para a capacidade que a sociedade vem adquirindo em se informar melhor e gerar conceitos mais consistentes do que antes, até porque as bandeiras de luta – mesmo com a inspiração lúcida do FOCCO – já não inspiram a crença de que com elas as coisas vão ser resolvidas de uma vez por todas.

É essa anestesia que invade os movimentos organizados como um todo porque na vida contemporânea ninguém mais quer viver na ilusão.

De qualquer forma, vale a manutenção da luta, da insistência tal qual diz a parábola do beija-flor zombado por todos porque estava fazendo sua missão de tentar apagar o incêndio na floresta com seu pingo d´água.

Vamos fazer a nossa parte!

Os nomes cotados

“O governador José Maranhão não vai demorar muito para anunciar o nome do novo Secretario Chefe Casa Civil”, confidenciou uma Alta Fonte do Governo, depois de rápida sondagem ao chefe do executivo em contato entre São Paulo e Rio de Janeiro, onde ele se encontra desde ontem.

Nos bastidores do Governo, a cotação incide sobre os seguintes nomes para suceder José Ricardo Porto: Marcelo Weick, Roosevelt Vita, Assis Almeida, Edisio Souto e o adjunto Élson Carvalho.

A Secretária de Comunicação do Governo, jornalista Lena Guimarães, não quis comentar os nomes citados em reuniões informais entre pessoas da equipe administrativa atendo-se a dizer que “a intenção do governador é de resolver essa questão imediatamente ao seu retorno a João Pessoa”.

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