O novo round, o exemplo Obama e o futuro

RECIFE – Quem diria, o processo sucessório está deflagrado com o governador José Maranhão e o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, pontuando de diversas formas a polarização da campanha deixando os demais nomes concorrentes ‘comendo poeira’, ou seja, bem atrás da corrida.

Todo dia, sem exceção, um dos dois – Ricardo ou Maranhão – produz uma esturricada um no outro numa espécie de treino para o ringue final do próximo ano.

Cada vez mais, ainda, consolida-se a “mão de ferro” do governo em promover conchavos e/ou acordos que devem produzir várias baixas no esquema da Oposição – já agora também inserindo Ricardo Coutinho.

Nesta terça-feira de chuva intermitente, chega de Guarabira a informação de que o prefeito Ricardo perdeu o apoio do empresário Melquiades Nascimento, ex-candidato a prefeito. Ora, é evidente que o líder guarabirense não tem essa expressão monumental mas, como se diz no popular, de grão em grão a galinha enche o bico, no caso a candidatura de Maranhão.

Só que Ricardo não anda desprovido de atitudes. Aliás, cada vez mais se aproxima de lideranças carimbadas como próximas do ex-governador Cássio e até acena para conversações com o DEM, do senador Efraim Morais.

Nesse jogo todo, vez por outra me chega no quengo o exemplo dos Estados Unidos, mais especificamente em torno do presidente Barack Obama. Ah! Se ele desse um chá de civilidade política em muita gente deste Brasil e desta Paraiba!

Obama herdou um Pais falido, às vésperas do suicídio coletivo, mas vejam que em nenhum momento de seu pronunciamento ele atribui nada a George Bush, como a Bill Clinton – responsáveis pela derrocada recente americana. Não há uma única declaração neste sentido, diferentemente do que vemos nos planos nacional e estadual.
Aliás, Obama é superior em muito à média mundial porque ele provido de muitas informações do passado só conjectura o futuro, ou seja, tira lições de anos passados, de erros grosseiros, não para cantilenas sem futuro, mas para construir as necessidades de superação que os americanos e seus aliados esperam.

Eis a verdade nua e crua de que tanto precisamos.

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