O mundo político da Paraíba passa a conviver a partir de hoje com uma grande indagação em torno do ex-governador Cássio Cunha Lima, sobre o futuro do mais forte líder da Oposição no Estado, depois de um voluntário silêncio promovido por conta própria diante da cassação do mandato de governador.
A primeira impressão é de que ele conseguiu o objetivo traçado: cumpriu à risca o auto mergulho introspectivo fazendo um corte na frustrada e imaginada condição imediata de contumaz oposicionista ocupando espaços na mídia logo após cassação para fazer contra – ponto ao governador José Maranhão, o que não aconteceu.
Ao que parece, mais do que uma condicionante previsível de encampar o debate político de futuro imediato com a habilidade nata, o trauma da cassação levou Cássio a priorizar a reflexão e cuidado maior consigo e com as relações familiares costumeiramente afetadas pelo acumulo de serviços e agenda publica.
Estratégico, fez o que a tendência majoritária em torno de seu grupo político não queria, e a partir de então produziu a mais profunda análise de vida que, como dimensionou o poeta, Freud explica com direito a tudo – choro, tristeza e a reconstrução da alegria.
Por isso, neste sábado já em solo paraibano para comemorar seu aniversario junto a familiares neste domingo, há um personagem político reinserindo-se novamente no contexto ainda sem conhecimento público sobre como ele vai se portar a partir de agora.
E possível que gere uma agenda de debate numa proporção diferente do que quer os desgarrados do governo ou ate mesmo seus aliados de verdade querem, dando as cartas do novo processo particular a partir de agora de acordo com seu planejamento de vida e não pela pauta imposta pela mídia e as lideranças políticas.
Mas, queira ou não queira, Cássio precisará se deparar sobre questionamentos inerentes ao momento Político: vai construir candidato próprio entre PSDB e DEM?; não assumirá a presidência tucana como revelado?; e essa cortina de fumaça em torno de comentários sobre sua convivência com Ricardo Coutinho?; e, fundamentalmente, qual será seu projeto de vida a partir de agora?
Em torno dessas questões, a Paraíba e o Brasil vão conviver com a nova fase do ex-governador, ex-superintendente da SUDENE, ex-deputado federal, ex-prefeito de Campina Grande um homem público que ressurge com a essência guerreira de sempre, mas possivelmente com novo jeito de tratar a vida e seus projetos com um toque diferente de quem na dor aprende a gemer.
Agora é esperar seus passos, suas falas e seu projeto certamente a contempla lo mais na frente com a recuperação da liderança conquistada na luta.

