BRASILIA – Embora as presenças de ministros como Mangabeira Unger, do presidente do STJ, Cesar Asfor, do Embaixador da Austrália, etc traduzam momentos de diálogos elevados na instância oficial de Governo com autoridades de diferentes poderes, mas é na esfera política que o clima anda esquentando pra valer entre dois partidos expressivos, o PMDB e o PSB.
Na prática mesmo, a nomeação do ex-vereador Neto Franca (do PSB) na Empasa, órgão administrado pelo Governo, foi a gota dágua foi tratada como nova provocação inaceitável pela cúpula ligada ao prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, porque mais uma vez não houve nenhuma consulta ao dirigente Maximo do PSB.
Com todas as letras, os mais próximos de Ricardo estão entendendo os movimentos do Governo como interesse continuado em provocar afastamento político definitivo entre eles algo não mais distante, como pouco se imaginaria 4 semanas atrás, isso em termos de fator tempo.
Embora não consumado ainda o ato de nomeação do deputado estadual Guilherme Almeida, mesmo o governador Maranhão reafirmando que publicará o ato em breve, os acenos do chefe do executivo via imprensa dizendo que se mantém aliado de Ricardo acaba se conflitando com atos na prática levando-o a distanciamento com o prefeito.
Nos últimos dias, Ricardo e o PSB têm falado pouco e se reunido muito, portanto, é uma questão de dias a reação do grupo detentor hoje do comando pessebista sabendo desde já que vai enfrentar disputa interna a ser coordenada mais na frente pelo deputado federal Manoel Junior, hoje mais aliado de Maranhão.
Esta é a realidade dura e crua, que pode mudar o rumo do tabuleiro político do Estado como nunca se imaginava.
