Em meio a tantos moídos políticos, até agora não ouvi nem soube absolutamente nada de como o Governo Maranhão pretende trabalhar ações voltadas à revitalização do Centro Histórico de João Pessoa, hoje patrimônio nacional, mas ainda carecendo de muitas medidas reanimadoras econômica e culturalmente.
Até hoje também não consigo entender porque as políticas para a área têm produtividade lenta, por isso não atraem dividendos com a presença de turistas, a exemplo do que acontece em todos os lugares históricos do mundo. Paris que o diga, hoje vivendo exclusivamente das visitações dos turistas.
Sabendo da existência de Sales Gaudêncio na Secretaria de Educação coadjuvado com Flavio Tavares na Cultura imagino que vamos dispor em breve de ações concretas para se incorporarem a outras medidas já encaminhadas pelo prefeito Ricardo Coutinho.
Se reparar bem, mesmo com o declínio econômico de toda a área, já podemos acompanhar intervenções expressivas da prefeitura em vários pontos como o Pavilhão do Chá, o Ponto de Cem Reis ( Praça Vidal de Negreiros, Viaduto Damásio Franca e Livardo Alves ),etc, da mesma forma que tem sido aguardado com muito interesse o inicio das obras do PAC no Porto do Capim intervenção essa que mudará o rumo da área do Varadouro.
Só que para consolidar a retomada do Centro Histórico como ambiente de vida econômica real, como se deu durante décadas, ainda assim estamos esperando a celeridade por parte da Caixa Econômica Federal para deslanchar a política de habitação, a partir da Av. João Suassuna ali na descida da Praça Antenor Navarro. E que sem gente morando nas imediações não há como se falar em revitalização pra valer.
Ainda assim, soube pelo arquiteto Raglan Gondim que o diretor de Patrimônio da PMJP, Fernando Moura, anda auscultando os envolvidos na matéria de restauro do CH devendo o prefeito Ricardo Coutinho anunciar em breve forte intervenção na área onde funcionou a Industria Matarazzo que tomara, um dia possa de fato abrigar grande equipamento de cultura, turismo e de pequenos negócios quem sabe, mais na frente, promovendo a retirada das casas ribeirinhas ao Rio Sanhauá e dali fazer a conexão ate Cabedelo como opção turística.
Tomara, contudo, que as diferenças políticas em termos de projeto de futuro não atrapalhem o andamento das relações entre Governo e Prefeitura porque, certamente, quem pagará o pato será mais uma vez a cidade e seus habitantes.
Creio, contudo, que o governador Maranhão e o prefeito Ricardo saberão distinguir as coisas e gerar a ação que compete a cada um. O Mago está fazendo sua parte, agora é chegada a vez do Governo Maranhão se pronunciar com ações efetivas, menos discurso.
Ainda voltaremos ao tema.
