Volta e meia a euforia toma conta de aliados mais próximos do senador José Maranhão sob a nutrição da esperança de que os processos de cassação do governador Cássio Cunha Lima (o da FAC e de A União) entrem em pauta nas próximas semanas. Faz tempo que é assim.
É como se surgisse sempre uma espécie de suspiro alimentando, como já disse, a expectativa de que tudo aconteça ainda em 2008 porque, embora existam controvérsias, há um entendimento de que a partir de 2009, em caso de cassação ratificada, o processo seria decidido via indireta pela Assembléia Legislativa, e não com a posse sistemática do segundo colocado, no caso o senador Maranhão.
Há tempo, o senador monitora diariamente (hora a hora) os procedimentos processuais dos dois casos e, mais do que isso, tem investido em contatos permanentes com os senhores ministros das diversas cortes nacionais, especialmente o TSE.
Só como exemplo: recentemente, Maranhão esteve em Fortaleza na posse do ministro César Asfor na Academia Cearense de Letras menos por sua identidade profunda com as artes do Ceará, mais pela presença e busca de proximidade de relacionamento com o atual presidente do STJ.
Tem sido assim também com outros ministros e membros do Ministério Público Eleitoral, sem contar sua plêiade jurídica, sempre intercedendo em torno da questão processual na ânsia óbvia de ter os processos em pauta.
Nos últimos dias, a assessoria de marketing do senador tem exposto com freqüência o assunto servindo, inclusive, para manter a chama dos aliados maranhistas.
De sorte, que resta aguardar sabendo-se que há controvérsia sobre os rumos e o futuro tão esperado.