Artur e a força do G-4

A atividade político-partidária na Paraíba volta e meia se vê recheada de casos típicos de ‘cases’ cinematográficos, ou seja, com particularidades somente vistas em cinema.

É o que se dá neste momento diante da decisão do deputado estadual Artur Cunha Lima, do PSDB, de incorporar-se ao grupo 4, agora G-5, às vésperas das eleições na Assembléia Legislativa.

A olhos superficiais fica a impressão que, desta feita, Artur Cunha Lima resolveu assumir para si um caminho de humildade plena, de tolerância total, visando aglutinar em torno de sua pessoa o aval que o G-4 tem de decidir a parada na atual disputa legislativa.

Tem mais: Aguinaldo Rribeiro, Ruy Carneiro, Fabiano Lucena e Dunga Júnior não estão blefando, ao que parece, quando dizem querer ser respeitados no processo.

Vendo as coisas assim, mal comparando com as disputas eleitorais de Badê com Cardivando de Oliveira, Di Lorenzo, Fernando Bracinha, etc, na Torre, está na cara que a turma quer mesmo é estar participando da peleja, condição essa somente possível se eles assumirem para si uma espécie de pequeno quartel general.

Se reparar direito, a atitude de Artur, aparentemente contraditória por ele ter ‘poder’ demasiado, em tese, mais do que os quatro deputados do G-4. não o é, porque quem se admite condutor maior de um projeto com a dimensão de presidente precisa, sim, reportar-se junto aos pares seus com gesto de igualdade – mesmo aparentemente.

É difícil chegar a uma conclusão soberanamente irrefutável sobre o que move esse novo estágio entre Artur e o G-4, mas, antes que seja tarde, o deputado/líder do PSDB na Assembléia parece ter resolvido de usar a tática ‘francisconiana’ – do ‘é dando que se recebe’ – antes que fosse traído na plenitude de uma vontade ainda relutante por parte de alguns deputados.

Pelo menos assim, fica a lição que agindo dessa forma a possibilidade de chegar à presidência é muito mais palpável do que ilhar-se em si e na solidão do pícaro, sem apoio, capaz de levá-lo à derrota.

Agora, não, do jeito posto a hipótese de conquistar o cargo surge mais palatável.

Faz parte do show.

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