Frutos da campanha, inclusive pancadaria

RIO – Quinta-feira “quente”politicamente a que antecedeu, ontem, o fim-de-semana na Paraíba. Enquanto em Pombal o governador Cássio Cunha Lima comemorava entrega de trechos rodoviários recuperados, em João Pessoa o prefeito Ricardo Coutinho condenou o que considera “infiltração deliberada da Oposição”nas plenárias de bairro culminando com pancadaria nunca vista em atividades similares.

É evidente que, em tese, não há nenhuma correlação entre o que se deu em Pombal com os fatos de conflito físico, porrada mesmo, registrados na capital – mais precisamente no conjunto Costa e Silva.

Se é assim, devamos colocar questões diferentes sob pelo menos um único e mesmo manto diante do clima de pré-campanha, isto é, da mesma forma que o governo manobra para com atos administrativos gerar dividendos políticos, noutro ponto, no caso de João Pessoa o conflito físico foi encarado pelo prefeito e assessores como fruto do tom eleitoral por isso houve quem acuasse o grupo Cícero/Cássio como responsáveis pelo incidente.

Mesmo com coincidências ou circunstâncias, no caso do governador o clima deixou a Oposição irritada pela presença maciça do governo na região de Pombal como a provocar comentários de uso da máquina nesta fase, entretanto, os governistas não estavam nem aí para os queixumes nunca cessantes dos opositores.

Ao contrário disso, Cássio ocupou todos os espaços de mídia, especialmente de rádio na região falando de obras e serviços, enquanto no discurso o alfinete tomou conta de diversos comentários seus reportando-se sem nominar ao senador José Maranhão.

Mas, na Capital, a madrugada em diante chegou quente – pegando fogo, como diz a molecada do bairro da Torre – porque Ricardo usou o verbo para responsabilizar o cabo Sóstenes, tratado como ex-motorista da vice-governadora Lauremilia Lucena, de ser o provocador com outros “agentes infiltrados da confraria” da pancadaria, ontem, no Costa e Silva.

Na verdade, Sostenes é, além de cabo licenciado da PM, ex-presidente do Instituto de Cidadania do bairro, assim como ex-assessor da gestão Cícero Lucena com atuação mais próxima da vice.Isso foi suficiente para, depois da pancadaria, os governistas partiram para acusá-lo de estar a serviço de Cássio e Cícero para tumultuar as plenárias.

Dentro do cenário posto está mais do que evidente, frente à foto 3 por 4 de agora, que o clima pode redundar em confrontos físicos redobrados advertindo desde já a justiça eleitoral para que providências enérgicas e preliminares sejam adotadas, antes que mortes ( permitam o exagero do desespero eleitoral possível) se efetivem em nome da disputa pelo poder.

Lembremos, em tempo, que ou os principais líderes políticos do processo cuidam de conter seus liderados ou, mais na frente, será porrada tomando conta da democracia (?) paraibana.

Há um fato grave, que foi a pouca presença policial para inibir os mais valentes.
Em síntese, o jogo está se desenhando perigoso daí, repito, ser fundamental medidas preventivas de quem tem responsabilidade na questão, inclusive a justiça eleitoral.

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