Campina: palco da ‘guerra’

Dito da forma que está no titulo da Coluna, acima, a impressão imediata é de exagero levando em conta o clima de harmonia na atualidade entre campinenses de todas as matizes políticas e ideológicas neste dia de comemorações.

Mas, se reparar direito, é exatamente neste palco de inventividade reconhecida, onde o clima tende a esquentar de agora em diante por conta da sucessão 2006.

A partir desta terça-feira, por exemplo, até o final da semana será um “tirinete” danado, isto é, uma série especial de ações, eventos e falatórios na exaltação ao aniversário da cidade tomando conta do Governo e da Oposição, todos de olho no próximo ano.

Do governador Cássio Cunha Lima passando pelo presidente da Assembléia Legislativa, Rômulo Gouveia, da mesma forma que pela agenda do prefeito Veneziano Vital coadjuvado pelos senadores Maranhão e Ney Suassuna, sem contar em inúmeras outras autoridades – tudo vai estar sob a égide e domínio do sentimento de afeto e disposição de lutas.

O Governo Cássio, por exemplo, anuncia a instalação itinerante de toda a máquina administrativa como a, mais do que marcar presença, simbolizar poderio estratégico para atrair empatia amplificada dos habitantes / eleitores.

Desde a inauguração do gasoduto que o governo não pára de dar demonstração de ação e visibilidade – imagine quando 2006 chegar.

Desta feita, entretanto, o Governo sob inspiração primeira de Ronaldo – agora seguido de Cássio, vai estar diante de uma estrutura paralela antes inexistente, que é a máquina administrativa da Prefeitura da cidade sob o comando de adversários dentro e fora do município, especialmente quando alicerçam o aparato em favor do adversário máster, no caso o senador Maranhão.

Este é um elemento chave- incógnita porque suscita no processo de 2006 ter que entender se a auto estima elevada de Campina tenderá a repetir o voto como em 2002 (no governador Cássio) pelo fator dele ser filho da cidade ou se, com a ação administrativa de Veneziano, isso pode neutralizar e redundar em garantia de espaços expressivos à Oposição em nível antes inexistente.

O fato é que, já dá para perceber que, Campina tem toda a aura de capítulo à parte de uma das pelejas mais duras, como a que se prenuncia para 2006.

Quem viver, verá.

Última

“Eu fui feliz lá no Bodocongó/
Com meu barquinho de um remo só…”

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de Privacidade – Termos de Uso