Antropofagia no PT

A semana começa nesta segunda-feira em João Pessoa com uma atenção localizada voltada para o Partido dos Trabalhadores diante da reunião convocada pela Executiva Estadual para examinar se acata ou não o documento assinado por Avenzoar Arruda e Antonio Barbosa, depois de exame de denúncias em Campina Grande, indicando medidas, entre as quais algumas expulsões.

Só o cenário em si – e em sendo no PT – difunde um sentimento de que o Partido da esperança se transformou em navalha na carne, bem diferente da leitura teatral de Plínio Marcos, expondo à sociedade procedimentos e pessoas ligadas ao nunca imaginado ser possível.

Até prova em contrário, não consigo ver Cozete Barbosa, Paulo de Tarso, Socorro Ramalho, Chica Carvalho e tal no rol de pessoas desonestas. Até vislumbro por despreparo para a gestão pública o desmando evidente, a inapetência visível, mas tê-los no patamar da desonestidade é ainda absurdo porque a vida e o patrimônio deles falam por si em contrário.

Está claro que o exame feita pelo Comissão de Sindicância tem força de indicativo porque houve avaliação “in loco”do que aconteceu na Prefeitura de Campina Grande, quando da gestão Cozete, diante de pagamentos absurdos, descontrole visível, mesmo assim imputar a eles a condição de desonestos ainda não cabe no meu tutano.

Mas, eis que o PT, se vê obrigado a tratar de desmandos, de incompetência mesmo, agora embalado por um rigor que se mistura em meio a atual peleja interna para escolha dos novos diretórios, por isso já nem sei se esse tempero deixou de existir na conduta de Avenzoar e Barbosa.

Até prova em contrário, os dois produziram documento impessoal, transparente, e nesse diapasão o PT tem o dever de resolver seus problemas, suas falhas e escolher melhor quem tem condições de liderar a si, ao partido e à sociedade, portanto, a verdade tem de perdurar, nunca a delação, a condição carrasca até porque, como diz canção, “com gente é diferente”.

Se há desvio de conduta não há caminho senão as conseqüências do ato, implacavelmente, mas punir por antecipação é erro perigoso de repercussão só para quem sente as sentenças injustas no tribunal da honra.

O PT precisa também saber separar o joio do trigo.

Pegadinha do Ricardo

O prefeito Ricardo Coutinho mudou de status, mas não de alguns hábitos de classe média que nutre. Dia desses, conforme o periscópio da WSCOM> atestou, lá estava ele na Riachuelo, do Centro, provando uma calça jeans quando, olhando mais na frente, se deparou com um personagem conhecido seu, famosa na cidade.

Se esforçou acenando na direção da pessoa, não conseguia vê-lo melhor porque o manequim à frente não deixava, até que tomou a iniciativa de chegar mais perto e citar o nome do “dito cujo”.

– Gilvan, com vai? – cumprimentou.
– Oh, prefeito, tudo bem – respondeu o personagem, amarelado, que é nada mais, nada menos do que Gilvan Cabelereiro, responsável pelas cabeças coroadas, entre elas a de Ricardo.

Ronaldo, candidato

O governador Cássio chamou dias atrás um importante político, hoje fora da disputa pública, para conversar sobre o futuro a política na Paraíba, em 2006.

Lá para tantas, Cássio pediu para que não se esquecesse do voto em favor de Ronaldo Cunha Lima – deputado federal.

Milanez na área

O ex-presidente da Câmara Municipal, Fernando Milanez, reestreou na sexta-feira, publicamente, na defesa do prefeito Ricardo Coutinho. Disse que a turbulência na base do Governo é fruto da incompreensão de que há uma nova metodologia gerando cultura nova na relação do Governo – vereadores.

Milanez repercutiu tanto entre ouvintes e internautas que a produção do Abra o Jogo, na 100.5 FM, vai chama-lo no decorrer da semana.

Umas & Outras

…Ronaldinho ocupou a tarde do sábado com direito a muito pagode com “Samba da Paraíba” para comemorar seu aniversário.

…A festa de reabertura da Asseufep em nova fase social teve caráter histórico.

…O multimídia Geovani Meirelles já não mais é colunista do Jornal da Paraíba. Se mantém no Arapuan FM.

…O competente repórter Fernando Braz também não integra a equipe da WSCOM.

Última

“Porque gado a gente marca/ gorda e ferra/
Tange e mata/ mas com gente é diferente..”

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