As declarações do presidente nacional do PTB, Roberto Jéferson, à Folha de São Paulo, na edição desta segunda-feira revelando esquema coordenado pelo tesoureiro do PT, Delúbio Soares, destinando mesada de R$ 30 mil a deputados do PL e do PT deixaram o Governo Lula mais fragilizado ainda, politicamente, gerando efeito na CPI dos Correios, que agora deve ser aprovada na CCJ.
Embora o diretório nacional petista tenha negado a procedência em Nota Oficial, o fato é que as novas informações escandalosas veiculadas na Grande Mídia (Folha e Veja) tornam insustentável a posição de defesa da implosão da CPI dos Correios.
Até o início da tarde, o relator da matéria, deputado federal Inaldo Leitão, não havia revelado seu parecer acerca da CPI dos Correios, embora seja plausível e conseqüente imaginar que a esta altura do campeonato haja clima apenas e somente só para a consolidação da implementação da Comissão Parlamentar de Inquérito.
O contrário será atestar uma conduta na contra-mão do processo histórico e do interesse nacional, através da opinião pública, que, se antes aprovava a CPI hoje, diante dos dados veiculados na Folha, entende essa condição como indispensável.
Antes, até domingo exatamente, ao que parecia as tentativas da Oposição se esbarravam numa operação articulado do Governo para dar ênfase ao aspecto da inconstitucionalidade, entretanto, com os novos fatos o deputado Inaldo Leitão tem se colocado sem outra opção de acatamento da CPI, até porque no Senado os oposicionistas já têm condições de gerar idêntico instrumento, sobretudo agora com as novidades de Jéferson.
No decorrer das próximas, Lula, Ministros e aliados devem concluir a série de reuniões que apontem contra-reação governista, mas até agora cada vez mais o Projeto Lula se vê afetado com a sujeira da corrupção em seu governo tirando-lhe a aura inatingível de honorabilidade absoluta de sua administração seu principal patrimônio.
O Governo e Lula não podem mais deixar de encarar a CPI dos Correios, no mínimo, para amenizar a onda braba que carrega consigo a desestabilidade para implodir a reeleição do atua presidente, até porque as denúncias são graves e precisam ser apuradas.
Pior de tudo é a sensação existente de que o projeto PT se desmantelou.

