Campanha de Maranhão

Embora o discurso público entre as lideranças políticas do Estado repita que inexiste campanha já agora para o Governo, na verdade a realidade é outra, pois, mesmo com velocidade ainda menor do que se efetivará no futuro o processo está deflagrado há tempo.

Dentro desse contexto mais amplo, há uma ação arrojada em curso promovida pelo senador José Maranhão lhe rendendo acenos e cumplicidade em muitos lugares, sertão e capital à fora, a lhe estimular disputar com chances o Governo do Estado.

Isso é real, tanto quanto o equívoco emotivo de aliados, de que o processo sucessório por antecipação lhe rende vitória tranqüila. Há um entendimento difundido na base próxima do senador exageradamente de que o desempenho do governador Cássio Cunha Lima está pífio, portanto, de ladeira a baixo sem chances nenhuma de concorrer à reeleição.

Para todos os bons entendedores, alguns deles monitorados por pesquisas, é inteligente admitir pelas aferições distantes de agora que o senador tem de fato preferência popular, caso a eleição se efetivasse neste momento.

Só que, eleição é como mineração – só depois da apuração – é que se sabe definitivamente o saldo real de vitória, portanto, se faz prematuro e inconsistente criar um clima de ‘já ganhou’ faltando tanto tempo para a peleja.

Tem mais: o governador Cássio está se recuperando, sim, com ações arrojadas em diversas cidades do Estado devendo nos próximos tempos, organizadamente, “invadir”os grandes centros urbanos, especialmente João Pessoa.

No caso da Capital, deduz-se que há um problema sério com a classe média para cima, mesmo assim, o governador e grupo andam se estruturando visando gerar empatia com a classe majoritária (os mais humildes ) para tentar se contrapor ao desgaste nos setores sociais já mencionados.

Além do mais, as manifestações de apreço recebidas pelo senador nas suas andanças precisam de conexão com sua postura particular de ouvir mais as bases porque, só acenos não significam fidelidade permanente, uma vez que o feed-back – isto é, dar ouvido mais fortemente às bases se constitui de dado indispensável.

Neste contexto, Maranhão deve a si mesmo – e posteriormente à Paraíba – a elaboração de um projeto arrojado, desenvolvimentista e inovador para completar o visgo que o eleitorado tem quando se lembra de sua administração.

Nadja por um fio

O futuro do relacionamento entre o prefeito Ricardo Coutinho e a vereadora Nadja Palitot é tênue, frágil e passível de rompimento bem próximo.

Dentro do núcleo duro de Ricardo consolidou-se o entendimento de que não vale mais alimentar convivência com a vereadora.

Por isso, Herbert Palitot deve sair da Secretaria de Ciência e Tecnologia com o acatamento por Ricardo da sua entrega do cargo.

Crise em Sousa I

O clima esquentou além da conta, ontem, na cidade de Sousa com o conflito entre o prefeito Salomão Gadelha e o médico Mauro Abrantes, diretor do hospital regional e ex-prefeito.

Salomão foi acusado de agredir o médico e invadir o hospital gerando flagrante pela Policia Militar que cercou sua casa e buscou prende-lo por agressão, invasão a prédio público e desacato a autoridade.

Salomão reagiu acusando o Governo do Estado de truculência.

Crise em Sousa II

Tudo começou quando a Secretária de Saúde, Aline Gadelha, quis assumir todo o Hospital Regional dirigido pelo médico Mauro Abrantes sob argumento da municipalização.

O diretor foi ao hospital impedir que as chaves fossem tomadas pela secretária pedindo para ela sair do local.

A partir daí, com a crise instalada entre eles, a secretária comunicou ao prefeito Salomão que foi ao hospital de desferiu um soco no médico, segundo o diretor.

Marizinho partiu para queixa na policia e exame de corpo delito provocando pedido de prisão pelo juiz José Batista.

Última

“Esse jogo não vai ser um a um…”

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