Quem viu o programa horário do PFL na noite desta segunda-feira deparou-se com uma linha editorial modernosa do ponto-de-vista estético alinhavando vinheta nacional da juventude pefelista com a inserção local produzida pela MIX na sexta-feira.
Mas, como essência política pura, chamou a atenção a afinação discursiva e siamesa do do presidente estadual, senador Efraim Morais, com a linha de ação administrativa do governo Cássio Cunha Lima. Bola no pé diria Eudes Moacir Toscano numa de suas narrativas na lendária Rádio Tabajara para interpretar essa tática.
Efraim foi esperto no bom sentido na exposição de sua performance. Abrigou um tempo para a auto promoção eivada por sua trajetória ascendente em pouco tempo de Senado, entretanto, chamou a atenção o fator distinto que ele adotou para separar as condições de Oposição no plano nacional da condição de Governo no aspecto estadual.
Pois bem, por essa lógica, quando foi a hora de descer a lenha no Governo Lula soube evidenciar seu discurso áspero, anti-PT puro, misturando esse componente com sua vinculação em matérias afeitas ao governo de origem petista, como aumento do Mínimo do trabalhador, aposentadoria, etc, mas que, na tribuna, o PFL e a Oposição fizeram de tudo para esticar o reajuste em patamar não admitido por Lula.
Foi por esse flanco apertado, que só sabe quem é Governo, que o senador colocou uma cunha para dizer que o PT não põe em prática tudo o que promete.
Como num filme, de corte providencial, o programa do PFL intermediou falas diferentes com a exposição seguida de fala do senador de ações do governo Cássio no trato de questões básicas, como cidadania ( leite), infraestrutura (recuperação das estradas) e agricultura com programa de produção leite, entre outras coisas.
Em síntese, Efraim voltou a evidenciar seu manequim aliado de Cássio, distante dos tremores circunstanciais lá atrás quando até admitiu sair do grupo se o governador se aliasse ao PT, dando o recado certeiro ao senador José Maranhão e ao PMDB de que ele está fechado com o PSDB.
No programa do PFL, o senador/presidente mostrou que é o dono da bola no seu partido e, no horário a ele disposto para expor idéias e posição, o governo Cássio deixou escapar que vai intensificar a comparação da atual administração com os números do governo Maranhão.
É, pelo jeito Efraim e Cássio afinaram novamente o instrumento.
Trabalho dobrado
O senador José Maranhão serviu de ombro aliado, ontem, para estancar a crise de relacionamento do prefeito Ricardo Coutinho e a vereadora Nadja Palitot.
Durante um tempo os dois, mais o vice-prefeito Manoel Júnior, estiveram trancados falando abertamente dos problemas e, também, dos 5 nomes apresentados pelo PMDB para, um deles ser escolhido como secretário da Sedurb.
Os três saíram otimistas.
Reunião adiada
Embora anunciada pelo vice-prefeito Manoel Junior, a reunião de Ricardo com os vereadores não se efetivou ontem.
Depois, no decorrer da tarde, o líder do governo, Luciano Cartaxo, esteve com alguns vereadores anunciando que Ricardo vai conversar um a um.
E assim será.
O discurso de Nadja
A sessão da Câmara Municipal de João Pessoa é palco cercado de expectativa para hoje diante do anúncio de pronunciamento da vereadora Nadja Palitot.
Durante três dias, Nadja fugiu da imprensa como o diabo foge da cruz. Conteve o que mais gosta, que é se expor na mídia para evitar uma descarga emocional capaz de agravar sua relação com Ricardo.
Agora é aguardar.
Ação, ação
O prefeito Veneziano Vital tem intercalado seu tempo com encontros/despachos, visitas in loco das ações de governo e ainda os projetos em curso, a exemplo do Maior São João do Mundo.
Ontem, o deputado Vital Filho disse que a prefeitura se prepara para encontro nunca visto na versão 2006.
Última
…Bate com pé xaxado/ bate com pé rachado…

