O drama de Fátima

Tem sido um martírio, desde a campanha para o Governo, em 2002, a luta da agora prefeita de Guarabira, Fátima Paulino, com vistas a corrigir lesão óssea do fêmur em face das conseqüências do acidente. Só Deus sabe, como se diz lá na Torre, a dedicada atenção que o assunto tem tomado conta da família e dela própria – a mais interessada de todos.

No fim-de-semana, a luz no túnel se fez aparecer com a cirurgia promovida no Hospital da Unimed, agora servindo-se da nova modalidade de esperança e cura chamada “Célula Tronco”.

Para os médicos, a cirurgia cria expectativa positiva porque tende a reparar e permitir recuperação orgânica, através da “Célula Tronco”em patamar extraordinário, portanto, acende a luz de poder gerar a solução tão esperada por Fátima Paulino.

Acompanho, como de sorte toda a Paraíba, o sofrimento e a dedicação dela, de Roberto Paulino – parceiro incomum nesse processo de recuperação – bem como de toda a família, entretanto, mesmo com as dificuldades postas ao longo do caminho nunca perdeu-se a esperança, como agora reanimada, dela poder ver resolvido o problema.

Resistente, de cujo espírito guerreiro se entende tantas lutas assumidas por ela, certamente que se fosse indagado sobre causa de tamanho sofrimento, o imaginário da sabedoria popular concluiria por definir tudo como desígnios e provações divinas – sob a lógica de que do ponto-de-vista da solidariedade, sua afeição às lutas sociais lhe levariam a ser poupada de tamanha privação.

A expectativa agora se volta para o desenrolar dos dias, do pós-operatório, identificando o efeito da novidade (Célula Tronco), que chega também como se fosse fruto do dedo divino, por intermédio da ciência.

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