A última semana

A partir de hoje, a contagem regressiva se afunila entre todos os partidos e, principalmente, entre os postulantes aos vários cargos em 2004. Embora ainda haja uma semana à frente, começa a partir de amanhã as armações conclusivas.

A começar por João Pessoa e Campina Grande – maiores centros eleitorais do Estado – já se sabe que muitas novidades podem acontecer. Uma das mais fortes, pelo que já se comenta, não é de todo improvável que Ney Suassuna possa tomar outro destino partidário.

Pode ser que isso não se efetive, mas que entrou em pauta ultimamente isso não há a menor dúvida.

No âmbito do PT já se vê a retaguarda preparando rojões ou outros tipos de comemorações diante da iminência da filiação da deputada federal Lúcia Braga.

Na seara governista, as maiores ações parecem estar dedicadas aos partidos em si. Até 5 de outubro, portanto, o Grupo Cunha Lima estará centrando forças para tirar da Oposição alguns partidos de expressão, tipo PDT e PPS – hoje no alvo.

Até lá, deva-se dizer, alguns vereadores de João Pessoa vão participar de um verdadeiro mexe-mexe, a exemplo da saída de Mário Cahino do PSDB migrando para o PFL.

Afora as movimentações dos partidos considerados grandes há ainda em quantidade grande a ação dos nanicos, repletos de votos medianos – entre 800 e 1.500 votos – que podem fazer diferença mais na frente.

Trocando em miúdos é bom ir pegando caneta ou lápis porque lá vem as novidades no final da safra permitindo com isso o conhecimento do quem é quem na disputa pelo poder na Paraíba.

Como se vê, algumas novidades andam em curso mesmo.

D. Wilma, presidente

Mesmo com os desmentidos, nos bastidores do PMDB a conversa mais freqüente dá conta que Dona Wilma Maranhão, irmã do senador José Maranhão, está mais cotada para presidir o PMDB estadual.

É em face desse domínio que Ney Suassuna anda inconformado.

A tal grana I

O Governo Cássio ainda não definiu o tamanho do lençol financeiro que disponibilizará para a Cultura ano que vem. Embora se saiba, antecipadamente, que o cobertor não será nenhum adredon – daqueles aquecedores de primeira, não vejo a hora de um dia haver abrigo extensivo até os que costumeiramente ficam ao sol.

No meio de campo transita um grupo de figuras acessíveis, do tipo Luzemar Martins (o gestor do cacau), Neroaldo Pontes (meio tibetano meio ministro) e Cida Lobo (soteropoli-campinen-soense liquidificador cultural), entretanto, é preciso fazer mais do que torcer.

A tal grana II

Sei não. Cássio não pode desperdiçar a hora de construir o mais consistente momento de valorização e visibilidade da cultura paraibana.

Sem essa gente e setor, a turma que ele anda contatando na Europa ficará desprovida de nosso maior valor.

Lúcio Lins

O gesto amigo pró Lúcio Lins, poeta de quatro costados da literatura brasileira, produz a força solidária diante de um momento adverso do também cronista, que tira de letra como faz ao construir paredes de versos com cimentos de alma.

Terça-feira (depois de amanhã), o Teatro Paulo Pontes bem que poderia ser palco um pouco além da cumplicidade, porque Lúcio sempre esteve a merecer muito mais.

Eu mesmo vou levar a Comenda da Torrelândia somente oferecida a grandes humanistas e poetas, do tipo Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos, Livardo e ele.

Livardo no céu I

Este domingo vai ser diferente para Anita, os filhos – amores de Livardo Alves. Se em vida estivesse, hoje era dia de festejo além torre, além mar, além Ponto de Cem Réis.

O mais importante compositor de João Pessoa de todas as épocas ( Zé Ramalho é do Brejo ) faz falta pela leveza de sua alma, do jeito de ser sem igual, sem pressa, mas ideologicamente veloz sem medo de ser feliz.

Livardo no céu II

Livardo morreu menino sem saber. Produziu proezas de gente grande, do tipo somente possível aos gênios da mais decente malandragem do ser.

Pela camaradagem que está ao seu redor, lá em cima, vai ver que a música vai rolar solto. Se não falhar a linha, vou pedir a Antonio e Severino Cândido, Querida Maria Júlia e Sérgio Carneiro para cuidar legal do clima e do pedaço.

Soube que Raul Seixas dará uma canja depois de Mariz fazer o discurso.

Última
&#39Eu serei teu búzios/
tu serás o meu degredo…&#39

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