MP investiga possível demolição de fachada histórica em obra do Terraço Sanhauá, no Centro Histórico de João Pessoa

Inquérito apura intervenções em imóvel vizinho à Igreja de São Frei Pedro Gonçalves; Iphan, Iphaep e Prefeitura de João Pessoa foram acionados para esclarecer autorizações e possíveis danos ao patrimônio cultural.

MP investiga demolição de fachada histórica no Terraço Sanhauá | WSCOM
Imagem do projeto do Terraço Sanhauá.

Uma possível demolição parcial da fachada de um imóvel localizado ao lado da Igreja de São Frei Pedro Gonçalves, no Centro Histórico de João Pessoa, passou a ser investigada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). A intervenção foi associada, em denúncia recebida pelo órgão, às obras do empreendimento Terraço Sanhauá.

Siga o canal do WSCOM no Whatsapp 

Entre no nosso grupo e saiba tudo em primeira mão

A investigação foi formalizada nesta sexta-feira (6), com a abertura de um inquérito civil pela 43ª Promotoria de Justiça de João Pessoa, responsável pela defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Social.

O procedimento busca esclarecer se houve alteração ou demolição da fachada, se os serviços estão relacionados ao empreendimento mencionado e se as intervenções possuem as autorizações exigidas pelos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio histórico.

A apuração também deverá identificar possíveis responsabilidades.

Não conseguiu acompanhar tudo hoje?

Receba um resumo das principais notícias do WSCOM diretamente no seu e-mail, todos os dias às 19h.

Órgãos de proteção ao patrimônio foram acionados

Antes da abertura do inquérito, o Ministério Público já havia iniciado diligências para verificar a situação do imóvel. Em agosto, a Promotoria determinou o envio de pedidos de informações ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) e à Prefeitura de João Pessoa.

Os ofícios foram expedidos após uma nova determinação, em outubro, para cumprimento das diligências.

Com a conversão da apuração preliminar em inquérito civil, o promotor Francisco Bergson Gomes Formiga Barros determinou que seja verificado se os três órgãos receberam efetivamente as solicitações.

As respostas deverão esclarecer o regime de proteção aplicável ao imóvel, as autorizações eventualmente concedidas, a natureza das obras executadas e a existência de possíveis danos.

Ministério Público estabelece prazo para respostas

Na portaria de instauração, o promotor determinou que os órgãos acionados tenham prazo de 15 dias, contado do recebimento dos respectivos ofícios, para apresentar as informações solicitadas.

Caso algum expediente ainda não tenha sido encaminhado, a Promotoria deverá providenciar seu envio imediato. O promotor também estabeleceu que qualquer informação sobre risco de agravamento de eventual dano seja encaminhada imediatamente para análise.

 

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de Privacidade – Termos de Uso