Paraíba registra mais de 40 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em três dias após vitória de Lula no 2º turno

Paraíba registra mais de 40 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em três dias após vitória de Lula no 2º turno
Resultado final das eleições de 2026 com vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro. Fonte: TSE

A Paraíba registrou 42 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho entre quarta-feira (28) e sexta-feira (30), segundo balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os registros foram feitos nos três primeiros dias de funcionamento do canal para receber relatos de trabalhadores que sofreram ou presenciaram constrangimentos relacionados às eleições.

Siga o canal do WSCOM no Whatsapp. 

Entre no nosso grupo e saiba tudo em primeira mão

O estado aparece na 20ª posição nacional em número absoluto de denúncias, empatado com nenhuma outra unidade da Federação. No Nordeste, a Paraíba ocupa a sexta posição, atrás de Ceará (172), Bahia (169), Pernambuco (137), Maranhão (99) e Rio Grande do Norte (63).

Em todo o país, o MTE recebeu 4.305 denúncias no mesmo período. O Nordeste concentrou 784 registros, equivalente a 18,2% do total nacional. As ocorrências comunicadas na Paraíba representam aproximadamente 5,4% das denúncias da região.

Os dados ainda não correspondem a casos comprovados de assédio eleitoral. Segundo o Ministério, todas as manifestações estão sujeitas à análise da Auditoria Fiscal do Trabalho, responsável por verificar as informações e determinar eventuais medidas administrativas.

🗳️ Acompanhe a política de perto.

Receba as principais notícias de política do WSCOM diretamente no seu e-mail.

📩 Cadastre-se gratuitamente e receba o resumo diário do WSCOM às 19h no seu e-mail.

Sudeste concentra quase metade dos registros

O maior volume de denúncias foi identificado no Sudeste, com 2.087 ocorrências, correspondentes a 48,5% do total nacional. São Paulo lidera o levantamento, com 1.325 registros, seguido por Rio de Janeiro (354) e Minas Gerais (345).

Na sequência aparecem Paraná (268) e Santa Catarina (259). Juntos, os cinco estados com mais denúncias somam 2.551 registros, aproximadamente 59,2% do total brasileiro.

Entre os estados nordestinos, o Ceará lidera, seguido por Bahia e Pernambuco. Na outra ponta da região estão Sergipe (22), Piauí (30) e Paraíba (42).

Governo anuncia fiscalização e medidas contra empregadores

Diante do número de denúncias, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que os empregadores não podem utilizar sua posição hierárquica ou econômica para interferir nas escolhas políticas dos funcionários.

“Não podemos admitir que trabalhadores e trabalhadoras sejam ameaçados, constrangidos ou discriminados por suas escolhas políticas. O voto é livre e secreto, e nenhum empregador pode usar sua posição para interferir na decisão de seus empregados. O Governo do Brasil está atento às denúncias, atuando na fiscalização e adotando as providências necessárias para proteger os direitos dos trabalhadores”, declarou.

A Auditoria Fiscal do Trabalho já realiza fiscalizações para verificar as situações relatadas. Quando forem identificadas irregularidades, poderão ser lavrados autos de infração e realizados encaminhamentos a outros órgãos públicos.

O secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Henrique, explicou que as providências também podem envolver consequências relacionadas ao acesso de empresas a financiamentos.

“Ao verificarmos a situação de assédio, de discriminação, a Fiscalização do Trabalho vai fazer a lavratura do auto de infração e também encaminhar essa informação aos órgãos públicos, ao Banco Central, para que haja essa proibição de financiamento e empréstimo”, afirmou.

O MTE também estuda a criação de uma ferramenta pública de transparência para divulgar casos de assédio eleitoral, em modelo semelhante ao cadastro de empregadores responsabilizados por trabalho análogo à escravidão. A proposta ainda está em avaliação.

Como denunciar assédio eleitoral no trabalho

O Ministério do Trabalho, em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e outros órgãos, anunciou medidas de prevenção e enfrentamento ao assédio eleitoral.

Entre as ações estão notificações a plataformas digitais para retirada de conteúdos que promovam perseguição ou discriminação por motivação política e o envio de orientações aos trabalhadores por meio da Carteira de Trabalho Digital.

Na Paraíba, trabalhadores que sofrerem ou presenciarem ameaças, constrangimentos ou discriminação relacionados a escolhas políticas no ambiente profissional podem apresentar denúncias pelos canais oficiais:

Ministério do Trabalho e Emprego: https://assedioeleitoral.trabalho.gov.br/

Ministério Público do Trabalho: https://mpt.mp.br/assedio-eleitoral

As denúncias são sigilosas e encaminhadas aos órgãos competentes para análise.

SEBRAE PB

Mais Posts

SEBRAE PB
Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de Privacidade – Termos de Uso