A morte do empresário Glicério Oliveira Feitosa, assassinado em maio deste ano, foi resultado de uma tentativa de roubo de joias, segundo a Polícia Civil da Paraíba. A conclusão mudou a linha inicial de investigação, que tratava o caso como homicídio. Nesta quarta-feira (28), sete pessoas suspeitas de envolvimento no crime foram presas durante uma operação realizada em bairros de João Pessoa.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
Entre no nosso grupo e saiba tudo em primeira mão
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, André Rabelo, o empresário foi escolhido como alvo por uma organização criminosa especializada em roubos de joias, ouro e outros objetos de valor. Durante a abordagem, Glicério teria reagido à tentativa de assalto e acabou atingido por disparos de arma de fogo.
“Nós detectamos nas investigações a existência de uma quadrilha que roubava algumas pessoas que ostentavam joias, relógios, celulares, objetos de valores em redes sociais”, afirmou Rabelo, em entrevista à TV Cabo Branco.
A investigação identificou ainda um grupo de WhatsApp utilizado pelos suspeitos para compartilhar informações sobre possíveis vítimas e selecionar os alvos dos roubos.
Não conseguiu acompanhar tudo hoje?
Receba um resumo das principais notícias do WSCOM diretamente no seu e-mail, todos os dias às 19h.
Blogueira está entre os presos
Entre os sete detidos está uma blogueira suspeita de disponibilizar o veículo utilizado para monitorar a rotina do empresário antes do crime. O ex-namorado dela também foi preso. Segundo a Polícia Civil, ele participou diretamente do levantamento de informações sobre a vítima.
Outros dois investigados teriam participado da ação criminosa no dia da morte. Os demais presos são apontados como integrantes da organização que atuava na Região Metropolitana de João Pessoa.
A Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer a atuação individual de cada suspeito. Aparelhos celulares apreendidos durante a operação serão utilizados para aprofundar a investigação.
“Com esses celulares apreendidos, com essa robustez de provas coletadas, a gente consegue ter elementos fortes para concluir o caso e enviar para o Ministério Público e para o Poder Judiciário”, declarou o delegado-geral.
Empresário foi morto em frente a loja de veículos no Geisel
Glicério Feitosa foi assassinado em 14 de maio de 2026, em frente a uma loja de veículos no bairro do Geisel, na Zona Sul de João Pessoa.
Na ocasião, dois homens chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta. Um deles desceu e disparou várias vezes contra o empresário.
As primeiras informações divulgadas pela Polícia Militar apontavam características de execução. Imagens de câmeras de segurança mostraram Glicério tentando retirar uma arma da cintura durante a abordagem.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil passou a considerar que a motivação do crime foi patrimonial, caracterizando o caso como latrocínio, roubo seguido de morte.
Natural de Parambu, no Ceará, Glicério atuava nos setores de alimentação e transportes. Em 2024, disputou a Prefeitura de Bayeux pelo Partido Novo.
O empresário também havia recebido, em 2023, o título de cidadão paraibano da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), em reconhecimento aos investimentos realizados no estado.