Motoristas que trabalham com transporte de passageiros por aplicativos na Paraíba poderão deixar de pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) a partir de janeiro de 2027. A medida avançou nesta quarta-feira (28), após receber aprovação unânime dos deputados estaduais.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp
Entre no nosso grupo e saiba tudo em primeira mão
A iniciativa foi encaminhada à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) pelo governador Lucas Ribeiro (PP). O texto teve relatoria da deputada Francisca Motta (Republicanos) e contou também com votos favoráveis de parlamentares da oposição.
Apesar da aprovação, a concessão da isenção ainda dependerá da regulamentação do Executivo estadual, que deverá estabelecer as exigências para enquadramento dos profissionais no benefício.
Não conseguiu acompanhar tudo hoje?
Receba um resumo das principais notícias do WSCOM diretamente no seu e-mail, todos os dias às 19h.
Regulamentação definirá quem terá direito
Durante a discussão da matéria, a deputada Daniella do Vale (Republicanos) chamou atenção para a realidade dos municípios do interior, onde serviços de transporte por aplicativo podem operar por meio de plataformas locais, em vez de empresas como a Uber.
O presidente da ALPB, Adriano Galdino (Republicanos), afirmou que o Governo do Estado ficará responsável por detalhar o funcionamento da medida depois da sanção da lei.
Pelo texto aprovado, o automóvel deverá ser utilizado no transporte de passageiros por meio de plataformas digitais. A regulamentação também definirá como os motoristas deverão comprovar que exercem a atividade e que o veículo está vinculado ao trabalho.
IPVA já pago não será devolvido
A proposta estabelece que a isenção não poderá ser utilizada para solicitar restituição ou compensação de valores pagos anteriormente referentes ao imposto.
A execução do benefício ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão. Os procedimentos para solicitar a isenção e os demais requisitos ainda deverão ser detalhados pelo governo estadual.
A previsão é que a medida comece a valer em janeiro de 2027, após o cumprimento das etapas legais necessárias.