Prefeitura de João Pessoa embarga obras do Coqueiral Beach após recomendação do MPF

Secretaria de Meio Ambiente suspendeu licença ambiental e determinou paralisação cautelar do empreendimento nesta sexta-feira (16); possíveis impactos em áreas de preservação serão analisados

João Pessoa embarga obras do Coqueiral Beach

A Prefeitura de João Pessoa determinou, nesta sexta-feira (16), o embargo cautelar das obras do empreendimento turístico Coqueiral Beach, localizado na Praia da Costa do Sol. A medida foi adotada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam), após recomendação do Ministério Público Federal (MPF), diante de possíveis irregularidades ambientais na área do projeto.

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Segundo nota divulgada pela administração municipal, a Semam acatou integralmente a Recomendação nº 9/2026 do MPF, suspendeu os efeitos da licença ambiental e enviou uma equipe de fiscalização ao local, onde foi lavrado o Auto de Embargo nº 0021/2026.

A Secretaria também anunciou a abertura de um procedimento administrativo para revisar o licenciamento ambiental do empreendimento.

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O principal ponto de análise envolve a possível sobreposição do projeto com Áreas de Preservação Permanente (APPs) na foz do Rio Aratu, na falésia e na restinga.

“Mesmo assim, a SEMAM entende que os fatos apontados pelo MPF, sobretudo a possível sobreposição do projeto com Áreas de Preservação Permanente na foz do Rio Aratu, na falésia e na restinga, precisam ser esclarecidos tecnicamente”, informou a Prefeitura.

De acordo com a gestão municipal, o Coqueiral Beach possui licenciamento ambiental desde 2015, com apresentação dos estudos exigidos, incluindo o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).

A administração justificou a suspensão com base nos princípios da precaução e da prevenção ambiental.

“Quando há risco de dano ao meio ambiente, a proteção ambiental deve vir primeiro”, destacou a nota.

A Prefeitura ressaltou que o embargo e a suspensão da licença são medidas preventivas e não representam uma conclusão sobre a existência de irregularidades.

“As medidas adotadas são cautelares. Elas não representam juízo definitivo sobre a regularidade do empreendimento nem sobre a responsabilidade de quem quer que seja”, esclareceu.

Durante a revisão do licenciamento, os responsáveis pelo Coqueiral Beach poderão apresentar documentos, estudos técnicos e manifestações em sua defesa.

A retomada das obras dependerá de novas deliberações administrativas, após a análise das questões ambientais apontadas pelo MPF.

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