O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, recebe nesta terça-feira (13), às 15h30, representantes das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A reunião busca tratar das condutas eleitorais no segundo turno, em meio a uma sequência de disputas judiciais envolvendo publicações e estratégias digitais dos dois candidatos.
Um dos principais pontos de tensão é o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, ligado à mobilização digital da campanha petista. No domingo (11), Nunes Marques determinou a suspensão da ferramenta após uma representação da campanha de Flávio Bolsonaro. Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a medida e permitiu o restabelecimento do canal, enquanto o caso aguarda análise do plenário do TSE.
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Relatório técnico não localizou conteúdos denunciados
Na segunda-feira (12), a área técnica do TSE informou que não encontrou, entre as publicações examinadas, novos conteúdos que reproduzissem as alegações de desinformação apresentadas pela campanha de Flávio Bolsonaro. O relatório, porém, ressalvou que vídeos não haviam sido transcritos em razão da urgência da análise e apontou riscos eleitorais relacionados ao caso.
A campanha de Flávio acusa o canal de disseminar informações falsas e afirma que mensagens teriam sido apagadas para dificultar a fiscalização. Os representantes do senador também anunciaram a intenção de apresentar novos elementos à Justiça Eleitoral.
Já o corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva determinou que o canal não divulgue conteúdos que já tenham sido considerados irregulares pela Justiça Eleitoral. O descumprimento da ordem pode levar a uma nova suspensão da ferramenta. A decisão definitiva sobre o caso deverá ser tomada pelo plenário do tribunal.
Lula critica atuação do presidente do TSE
A disputa também provocou manifestações públicas dos candidatos. Na segunda-feira (12), Lula questionou a atuação de Nunes Marques e afirmou que a Justiça Eleitoral não deve tomar partido na disputa política.
O presidente também declarou que, na avaliação dele, algumas decisões judiciais estariam extrapolando os limites em ações contra sua campanha.
A equipe de Flávio, por sua vez, divulgou nota acusando o canal de utilizar estratégias para apagar mensagens e recorrer a links que, segundo a campanha, dificultariam o controle da Justiça Eleitoral. Os representantes do senador afirmaram que pretendem encaminhar novas provas.
