A divulgação da pesquisa eleitoral PB-06275/2026, realizada pela Índice Inteligência e contratada pelo Grupo Fonte, foi suspensa temporariamente pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). O levantamento estava previsto para ser divulgado nesta sexta-feira (25), após ouvir 2 mil pessoas entre os dias 20 e 22 de setembro.
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A decisão é do juiz auxiliar Bianor Arruda Bezerra Neto e atende a um pedido apresentado pelo candidato ao Governo da Paraíba Efraim Filho (PL). Com a determinação, o sistema PesqEle deverá manter o levantamento como “não divulgável” enquanto a suspensão estiver em vigor. O descumprimento da ordem poderá resultar em multa de R$ 10 mil por ato.
Entre os questionamentos apresentados à Justiça Eleitoral estão informações sobre a metodologia registrada pela empresa. Efraim apontou dúvidas sobre a origem dos dados utilizados para definir o nível econômico da amostra, a forma de realização das entrevistas, a escolha dos domicílios ou unidades de coleta dentro dos setores censitários e o uso da expressão “amostragem aleatória simples” para explicar a margem de erro.
O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicava nível de confiança de 95% e margem de erro máxima de 2,2 pontos percentuais.
Pontos questionados pelo TRE-PB
Ao avaliar o pedido de suspensão, o magistrado identificou insuficiências documentais e ambiguidades que, segundo a decisão, dificultam neste momento a fiscalização da metodologia apresentada no registro.
Um dos problemas apontados envolve a utilização da PNAD Contínua 2025 como fonte de dados. O plano amostral apresenta percentuais de renda de 47%, 39% e 14%, mas, conforme a decisão, não deixa suficientemente clara a relação entre esses números e a base de dados indicada.
Também foram identificadas divergências na descrição do trabalho de campo. O registro fala em entrevistas “pessoais domiciliares”, mas utiliza ainda termos como “local pré-estabelecido” e “ponto amostral”, sem esclarecer de forma suficiente como esses procedimentos se relacionam.
A escolha das unidades de coleta também foi questionada. O plano prevê a seleção de municípios e setores censitários pelo método PPT (Probabilidade Proporcional ao Tamanho) e, posteriormente, menciona o uso de quotas para definir os entrevistados. Para o juiz, porém, não há detalhamento equivalente sobre a maneira como os domicílios são escolhidos dentro dos setores.
A Índice Inteligência terá prazo de um dia para prestar esclarecimentos sobre os quatro pontos questionados. Efraim Filho terá dois dias para apresentar, às próprias expensas, um parecer de estatístico sobre a margem de erro e o desenho amostral.
