A Polícia Civil da Paraíba caminha para a conclusão de dois inquéritos que apuram a mutilação genital de um homem de 33 anos e a denúncia de estupro de vulnerável contra dois irmãos, de 8 e 10 anos, em Campina Grande. Conforme informações confirmadas pelo delegado Heitor Soares nesta quarta-feira (16), a mulher deve ser indiciada por lesão corporal de natureza gravíssima, enquanto o homem responderá por estupro de vulnerável.
As investigações apontam que a agressão ocorreu na noite de 6 de setembro, no bairro da Catingueira, após a mãe tomar conhecimento dos supostos abusos cometidos pelo padrasto contra os filhos. A mulher se apresentou espontaneamente à polícia no dia 10 de setembro e confessou ter amarrado o homem sob o pretexto de praticar nós aprendidos em um curso de bombeiro civil. Na sequência, ela decepou o órgão genital do marido com uma faca e descartou no vaso sanitário.
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As duas crianças foram submetidas ao procedimento de depoimento especial conduzido por equipes multidisciplinares. Os menores ratificaram as acusações e detalharam que as investidas do padrasto ocorriam em troca do acesso a jogos de celular. Os abusos teriam começado há mais de um ano, quando a família residia no bairro da Liberdade.
O pai biológico das crianças registrou o boletim de ocorrência no dia 7 de setembro, logo após tomar conhecimento dos fatos trazidos pelos filhos. O homem nega as acusações de cunho sexual.
A Polícia Civil agora aguarda a juntada dos laudos periciais definitivos para remeter os autos ao Poder Judiciário. A tipificação de lesão gravíssima atribuída à mulher considera a perda definitiva da função sexual e a amputação do membro.
Ambos os investigados respondem aos processos em liberdade. A Polícia Civil avaliou que a mulher não possui antecedentes criminais nem oferece risco à ordem pública. Em relação ao homem, a Justiça determinou medidas protetivas de urgência que o proíbem de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com os enteados.

